Silval sugere que Taques seja processado por atrasos em obras
Para Silval, o atraso do VLT pode ser comparado com as do Pronto-Socorro
O ex-governador Silval Barbosa questionou indiretamente em seu depoimento à Justiça Federal, se o governador Pedro Taques (PSDB) também poderá ser processado por danos morais coletivos por conta das obras do novo Pronto-Socorro de Cuiabá.
De acordo com Silval, o processo em que responde por danos morais coletivo, devido ao atraso na execução das obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que estava previsto para ser concluído em março de 2014, seria injusto, já que a obra dependeria muito mais das empreiteiras responsáveis do que o gestor.
"Uma obra visível [o VLT], que eu prometi entregar para imprensa, mas não cumpri e estou sendo processado e penalizado. Mas acontece até hoje no governo. O Pronto-Socorro de Cuiabá que ele [Taques] está fazendo. Ele prometeu entregar em outra data, que ficaria pronto. Uma única obra que ele prometeu que iria entregar em terminado prazo e não entrega. Porque não depende dele, depende da construtora, depende de 'N' coisas", justificou o ex-governador durante a gravação do seu depoimento no último dia 22 de março na Justiça Federal.
Para Silval, o atraso do VLT pode ser comparado com as do Pronto-Socorro. " É o mesmo caso, de uma única obra. Eu toquei centenas de obras. E, infelizmente, estou [sendo processo por] danos morais porque eu falei, disse que falei", diz outro trecho da gravação.
Silval Barbosa também disse em seu depoimento que 90% das realizações do governo Taques "foram fruto de um trabalho incansável de licitação, contratação de projeto e alocar recursos que eu deixei de R$ 4 bilhões de convênio. Se quiser eu trago documento aqui e protocolo", afirma no depoimento.
Em 2014, o então candidato Pedro Taques prometeu construir um hospital em Cuiabá com no mínimo 350 leitos custando R$ 45 milhões esse hospital. Depois, Taques decidiu construir o novo Pronto-Socorro em parceria a prefeitura de Cuiabá, ainda gestão do ex-prefeito Mauro Mendes (DEM), com previsão para entrega em 2017.
Além de Silval, o secretário Extraordinário da Copa do Mundo em Mato Grosso (Secopa), Maurício Guimarães, e o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, também respondem a ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MPE).