Silval Barbosa defende que conselheiros assumam crimes
Ex-governador diz que entregou provas contra os 5 conselheiros que receberam propina
O ex-governador de Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa, foi duro ao rebater as acusações de que estaria mentido em sua delação premiada. O recado pela imprensa foi encaminhado aos conselheiros afastados do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Ele cobrou hombridade de quem, assim como ele, cometeu crimes.
“Meu compromisso é com a verdade. Onde estou sendo chamado, estou indo depor, é o meu compromisso. E onde eu tenho ido, tenho mostrado documentos. Eu não estou acusando falsamente ninguém. Só estou mostrando o que aconteceu dentro do governo e a responsabilidade de cada um. Aquilo que eu errei, aquilo que outros erraram, para que a população possa ter conhecimento”, afirmou o ex-governador.
O antigo chefe do Poder Executivo tem sido alvo de críticas de investigados. Ele é peça chave do crime organizado em Mato Grosso. Justamente com base na delação de Silval, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou em setembro de 2017 o afastamento cautelar de 5 conselheiros do Tribunal de Contas do Mato Grosso: José Carlos Novelli, Antônio Joaquim Moraes, Waldir Júlio Teis, Walter Albano da Silva e Sérgio Ricardo de Almeida, investigados pela prática dos delitos de corrupção passiva, sonegação de renda, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
“Quando eu me comprometi em colaborar com a justiça, é isso que estou fazendo. Tudo que eu tenho é documentado. Do Antonio Joaquim, tudo que eu passei para o Tribunal de Contas, de propina, da extorsão dos conselheiros, encabeçada pelo Carlos Novelli, pelo Sérgio Ricardo, tudo eu mostrei documentos. Tudo está documentado”.
Barbosa prestou depoimento na tarde desta terça-feira (3), na Controladoria-Geral do Estado (CGE) em um processo administrativo de responsabilização que tramita contra as empresas Trimec Construções e Terraplenagem Ltda, de propriedade de Wanderley Torres Fachetti, e Strada Construtora e Incorporadora Ltda (SM Construtora), de propriedade de Patrício Alonço dos Reis e Serafim Martins. Antes de depor aos controladores, Silval falou com jornalistas que foram à GCE. Saiba mais.