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Sessões devem acontecer na presidência da AL, mas projetos polêmicos ficam para quinta
As demais propostas, que são leis complementares, serão retiradas temporariamente da pauta
Entra no segundo dia a ocupação dos servidores públicos na Assembleia Legislativa e os deputados seguem reunidos, desde as primeiras horas desta quarta-feira (23), em busca de definir onde irão votar o pacote de projetos de Mauro Mendes (DEM). A princípio, conforme acertado pelas lideranças partidárias, as sessões deverão acontecer na Presidência da Casa. A apreciação das medidas que têm gerado polêmica, no entanto, deverá ocorrer somente amanhã.
“Nós, do Fórum Sindical, nos sentimos extremamente vitoriosos com nosso movimento. É a primeira vez que nós ocupamos o Plenário da Assembleia Legislativa, já sabíamos das dificuldades que teríamos para reverter esse quadro da votação dos projetos, mas vamos tomar as providências para que se tenha uma reação à altura da intransigência daqueles que querem destruir os direitos dos trabalhadores do serviço público”, comemorou a líder sindical, professora Edna Sampaio.
Conforme apurou a reportagem do Olhar Direto, os projetos que são classificados como lei ordinária e que, portanto, não permitem novas concessões de pedidos de vistas, serão votados ainda hoje. As demais propostas, que são leis complementares, serão retiradas temporariamente da pauta, como forma de estratégia dos deputados a fim de adiar por mais um dia a votação.
Com a informação de que as votações devem acontecer dentro da Presidência da AL, parte dos servidores que estão ocupando o prédio foi para a porta do local protestar. A porta está protegida pela Tropa de Choque da Polícia Militar, que fez um cordão de isolamento evitando a entrada de manifestantes.
Onda de protestos
Os servidores públicos ocuparam corredores e também o Plenário da Assembleia Legislativa, no início da última terça-feira (22), como forma de impedir que as medidas que tratam da Revisão Geral Anual (RGA) e Lei de Responsabilidade Fiscal do Estado, por exemplo, fossem votadas.
Na semana passada, a aprovação, em primeira votação, dos projetos da RGA e do novo Fundo Estadual de Transportes e Habitação (Fethab) ocorreu sob protestos e disparos de gás de pimenta. A sessão chegou a ser suspensa duas e o plenário evacuado.
Na alegação do Governo, os projetos apresentados farão com que seja possível criar um ambiente de gestão e financeiro para o restabelecimento do pagamento dos salários dos servidores, renegociação de dívidas com fornecedores, municípios e Poderes, assim como melhorar os serviços prestados pelo Estado nas áreas que o cidadão mais necessita, como Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura.