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Selma Arruda falta a audiência de conciliação com ex-concorrente ao Senado
Segundo assessoria, Selma cumpre agenda partidária em Brasília
A senadora eleita Selma Arruda (PSL) faltou à audiência de conciliação que estava marcada para esta quarta-feira (12), no Juizado Especial Criminal Unificado, na qual figura como requerida na queixa-crime impetrada pelo advogado e ex-candidato a senador, Sebastião Carlos (Rede).
Ele alega ter sido vítima de calúnia e difamação por parte da ex-magistrada, que durante o período eleitoral o acusou de atuar como “laranja” do também candidato derrotado ao Senado, Nilson Leitão (PSDB), e membro de uma “quadrilha” depois que ele a acionou na Justiça eleitoral por conta de gastos anteriores ao permitido para campanha política.
De acordo com a assessoria de imprensa de Selma Arruda, ela não pôde comparecer à audiência porque viajou para Brasília, onde cumpre agenda partidária, mas pretende comparecer à segunda tentativa de conciliação, que ainda terá a data agendada pelo juiz Mário Roberto Kono de Oliveira, que conduz o caso.
No lugar de Selma, compareceu no fórum seu advogado e marido, Norberto Arruda. Porém, na fase de conciliação, é obrigatório que as partes estejam presentes. Se na segunda tentativa de conciliação, houver nova ausência, o caso segue para instrução criminal.
Sebastião Carlos afirmou que foi para a audiência com a expectativa de perdoar o insulto, com a condição que Selma Arruda se retrate, por meio de nota pública, na imprensa e em suas redes sociais, uma vez que suas acusações contra o então candidato ocorreram de forma abrangente, em coletiva de imprensa e por meio de transmissões ao vivo na internet.
“Minha postura não é de intransigência, mas, naturalmente, ela vai ter que reconhecer que errou. Eu te ofendo publicamente, aí me arrependo e vou em você pessoalmente e peço desculpas? A coisa tem que ser nos mesmos meios”, afirmou.
Apesar da ação na esfera penal, Sebastião Carlos afirma que ainda vai acionar Selma Arruda na esfera cível, onde pedirá indenização por danos morais. “Ninguém tem o direito de causar dano à dignidade, à moral e ficar por isso mesmo”, disse.