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Seis são presos por falsas provas contra viúva de fazendeiro morto
Uma das testemunhas recebeu carro e R$ 50 mil para mentir sobre crime
Seis pessoas foram presas suspeitas de coagirem testemunhas e forjarem provas sobre a morte de um pecuarista em São José do Rio Claro, a 325 km de Cuiabá. Eles teriam tentado incriminar a viúva da vítima usando falsas provas. Entre os presos nesta quarta-feira (19) e quinta-feira (20) estão um apresentador de televisão, uma empresária e um advogado.
Segundo a polícia, os suspeitos teriam criado provas falsas para o indiciamento de outras pessoas no processo sobre o assassinato do pecuarista, em junho de 2014.
Em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, a polícia prendeu a empresária, que é mulher do mandante do crime. Na capital, a polícia prendeu também outro envolvido. A prisão de cinco dos suspeitos é temporária e deve durar cinco dias. Já a prisão da prisão da empresária é preventiva, de 30 dias.
"Quando a gente passou a ter elementos para prender outros envolvidos, eles fizeram a fraude processual para incriminar a viúva e familiares", explicou o delegado Nilson Farias. O grupo entregou provas montadas ao Ministério Público Estadual (MPE), o que demandou novas investigações. Durante a apuração, a polícia descobriu que as provas eram forjadas e que testemunhas foram pagas para mentir no processo.
Segundo a polícia, uma das testemunhas ganhou um carro e mais R$ 50 mil. Outra receberia uma motocicleta para mentir no depoimento.
A empresária e mulher do mandante é suspeita de homicídio, formação de quadrilha e fraude processual. O advogado e o bacharel responderão por formação de quadrilha, denunciação caluniosa, coação no curso do processo e fraude processual. O apresentador de televisão deverá responder por fraude processual.