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Seis pessoas são indiciadas por roubo de avião e morte de policial
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Federal que vai decidir se vão ser necessárias novas diligências ou se encaminhará a denúncia ao judiciário
Seis envolvidos no roubo da aeronave Cessna, no último
dia 15 de abril, em um hangar, às margens da MT-140 (Sinop-Santa Carmem), na
tentativa de roubo, mês passado, de outro avião, que resultou em tiroteio e na
morte de um policial federal, foram denunciados por roubo, formação de
quadrilha e latrocínio.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público
Federal que vai decidir se vão ser necessárias novas diligências ou se
encaminhará a denúncia ao judiciário. “Acredito que o Ministério Público deve
se manifestar em favor das investigações apuradas neste período, representando
pelas condenações dos envolvidos”, explicou, o delegado Samir Zugaibe. Continua
sendo investigada a origem do dinheiro pago pelo Cessna.
O trabalho investigatório pretende apontar exatamente
em qual conta bancária os 75 mil dólares (mais de R$ 220 mil) foram depositados
e, quem seria o traficante boliviano, acusado de encomendar a aeronave para o
narcotráfico internacional.
Conforme apurado até agora, pela PF, os denunciados
moravam em Sinop, com exceção do piloto -primeiro que foi preso- que é de
Cuiabá. A polícia descobriu que a aeronave foi levada para a Bolívia e estaria
servindo ao tráfico. Em seguida, a mesma quadrilha também tentou roubar um
avião, em maio, em um aeródromo, localizado no “Canarinho” e houve troca de
tiros entre os criminosos e policiais que monitoravam os passos da quadrilha. O
policial Mario Henrique de Almeida, 33 anos, levou um tiro e não resistiu.
Pelo menos seis criminosos, fortemente armados,
renderam um piloto do aeródromo e outro funcionário. O avião não foi roubado. A
polícia fez mobilização intensa e apreendeu escopeta calibre 12 e dois
revólveres calibres 38. O piloto que levaria o avião foi o primeiro a ser preso.
Em 48 horas, foram presos mais 4 integrantes, em
bairros em Sinop. Daniel Tenorio, que também estava com mandado de prisão
decretado pela justiça federal, morreu, quando a PF foi prendê-lo em uma casa,
no bairro Daury Riva depois de resistir a prisão.
Entre os presos estão Genivaldo Ferreira dos Santos
(conhecido por Gaúcho) Rivelino Leismann (Chapolin), José Carlos da Rosa Silva
(Carlinhos). A PF não informou se há mais envolvidos com o grupo de acusados
que está preso no Ferrugem, em Sinop.