Secretário de Segurança diz que brasileiro não é preparado para usar arma
Rogers Elizandro Jarbas diz que brasileiro não é preparado para usar arma
O secretário de Segurança Pública do Estado, Rogers Elizandro Jarbas, afirma que é contra a campanha de armamento da população.
Em entrevista ao Conexão Poder, ele argumentou que a população brasileira não está habituada ao uso de armas e, por isso, a família que adquirisse uma arma para se proteger, poderia ser a principal vítima de "uma ação desastrosa".
Além disso, Jarbas argumenta que a liberação da venda de armas pode fomentar a criminalidade, já que os bandidos teriam maior facilidade em roubar ou adquirir armamentos.
“Os criminosos estão melhor armados. O pai de família que tem uma arma há pelo menos seis anos e que nunca fez disparos com ela, irá colocar ele e a família numa situação de vulnerabilidade ainda maior em tentativa de reação, em uma ação criminosa”.
Para o secretário, não há como comparar o preparo da população dos Estados Unidos com a população brasileira. “Eles se preparam, efetuam disparos, estão sempre se capacitando, treinando e nós não temos essa cultura”, avaliou.
Jarbas afirma que o bandido será o maior beneficiado com a campanha do armamento. Ele justifica que as armas que estão com criminosos já foram de cidadãos descuidados. “Uma parcela significativa do equipamento bélico utilizado pelos criminosos 'nasceram' de uma residência. Porque eles entravam para subtrair armas lícitas. A maior parte dos armamentos que está nas mãos de criminosos hoje, já esteve nas mãos de pessoas de bem que não cuidaram do equipamento” explica.
Na entrevista, o secretário ainda compara o porte de armas para brasileiros com o poder do voto.
“Se ele não consegue colocar o número de um bom candidato e apertar o botão verde, como é que vai portar arma? Usar munição etc.,”.
Dados estatísticos apontam que a maior parte dos crimes de latrocínio – roubo seguido de morte – acontecem após a vítima tentar reagir à uma ação criminosa.
Jarbas também justifica seu argumento com situações de desleixo em relação ao porte de arma. “Há casos de filhos matarem outras crianças por causa de negligência no uso. Quem usa arma, na maioria das vezes, acaba se descuidando do porte. Quem ganha com arma de fogo é a indústria bélica e os bandidos. Só profissionais de segurança deveriam portar armas", finaliza.