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Savi diz que 'não tem medo' do MP e permanece à frente da CPI
Comissão apura a arrecadação, a destinação e possíveis desvios dos recursos do Fethab
O deputado estadual, Mauro Savi (PSB), afirmou que não tem medo das investigações oriundas da Operação Bereré e assegurou que as acusações de que ele era o suposto líder da organização que atuava junto ao Departamento de Trânsito (Detran) para desvios de recursos não vão atrapalhar seu trabalho à frente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos.
A CPI apura a arrecadação, a destinação e possíveis desvios dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
“Não é novidade nenhuma. Quero deixar bem claro àqueles de plantão que estão torcendo. Eu não tenho medo nem da CPI e nem do MP (Ministério Público do Estado]. E vou continuar, sim, à frente. Votando com minhas convicções, respeitando a todos, mas sem medo nenhum”, disse o deputado.
Savi foi alvo da Operação Bereré, executada pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Delegacia Fazendária (Defaz), na manhã de segunda-feira (19). Na ocasião, os policiais cumpriram o mandado de busca e apreensão no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa e em sua residência, em Cuiabá.
O parlamentar é acusado de ter indicado o ex-presidente da autarquia, Teodoro Moreira Lopes, conhecido como Doia, e de ter iniciado o esquema que consistia no pagamento de propina pela empresa FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos Ltda a diversas empresas de fachada ligadas a parlamentares.
Ainda segundo o parlamentar, sua única resposta quanto às acusações ocorrerá na Justiça e nas urnas nas próximas eleições. Ele lembrou que já está em seu quarto mandato como deputado estadual e que obteve mais de 55 mil votos nas eleições de 2014, sendo o mais votado à época.
“Ainda tenho um mandato para terminar e vou terminar ele olhando nos olhos das pessoas. (...) Nada me assusta. E vou responder pelos ‘diz que’ e pelos ‘achos’ de delatores na Justiça. E se tiver que responder a vocês, eleitores, será nas urnas. Agora aqueles que querem me por medo, esquece”, reafirmou.
Operação Bereré
Além de Savi, figuram como alvos o deputado Eduardo Botelho (PSB), ex-deputado federal Pedro Henry, além de servidores e das empresas FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos Ltda, atualmente EIG Mercados. A investigação tem como base a delação premiada do ex-presidente da autarquia, Teodoro Moreira Lopes.