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Assista ao vídeo: Mulher é morta a facadas e criança é encontrada dormindo ao lado do corpo
Suspeito matou Fabiana a facadas, gravou vídeo da vítima morta e enviou à ex-companheira em tom de ameaça antes de tentar fugir pela balsa.
Fabiana Cruz Amorim, de 37 anos, foi brutalmente assassinada a facadas pelo marido, Rodrigo Albring, de 32 anos, na manhã desta quinta-feira (11), dentro da própria casa em Cotriguaçu (690 km de Sorriso). O crime ocorreu menos de um mês após o casal oficializar a união. No momento da chegada da polícia, o filho de Fabiana, de apenas quatro anos, foi encontrado dormindo ao lado do corpo da mãe.
A Polícia Militar chegou ao local depois que a ex-companheira de Rodrigo procurou ajuda, relatando ter recebido um vídeo gravado pelo suspeito logo após o assassinato. Nas imagens, ele mostra Fabiana já morta e envia mensagens em tom de ameaça, dizendo: “Olha aí o que eu faço com você. Não duvide do homem.” A mulher informou o endereço onde o casal morava, permitindo que a equipe chegasse rapidamente à cena do crime (assista aqui).
Na residência, os policiais localizaram a vítima com múltiplas perfurações de faca, além da arma utilizada e uma garrafa de bebida alcoólica. Segundo a PM, Rodrigo afirmou ter cometido o crime após uma discussão em que teria recebido um tapa no rosto, justificativa que não condiz com a violência extrema registrada. Testemunhas relataram que a relação havia começado recentemente, após o casal se conhecer pelas redes sociais.
Após o assassinato, Rodrigo tentou fugir pela região de travessia do rio Juruena. Durante as buscas, a PM encontrou uma caminhonete abandonada próxima a uma balsa e, em seguida, localizou o suspeito já no barco, onde foi preso em flagrante. Ele confessou o crime aos policiais e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Cotriguaçu.
A polícia confirmou que Rodrigo possui um extenso histórico criminal, incluindo estupro de vulnerável, ameaça, lesão corporal e uso de entorpecentes. Com a morte de Fabiana, Mato Grosso chega a 52 feminicídios registrados em 2025, segundo o Observatório Caliandra do Ministério Público, reforçando o alerta sobre a escalada da violência contra mulheres no estado.