Rixa é provável causa de rebelião em Sinop; negociações são suspensas
O tumulto foi contido e está restrito a um setor da unidade prisional
Em entrevista coletiva à imprensa em Sinop, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira, disse que informações preliminares indicam que a rebelião ocorrida na manhã desta terça-feira (11.04) na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira foi motivada por uma rixa entre dois grupos rivais. A rebelião foi controlada no final da manhã pelas Forças de Segurança do Governo do Estado que negociam a reocupação de forma pacífica da unidade.
“Mais tarde a Polícia Judiciária Civil e a inteligência prisional terão dados mais completos, mas, a princípio, a rebelião foi causada por uma rixa entre grupos rivais”, disse Siqueira. Segundo o secretário, quatro presos morreram vítimas de disparos feitos pelos próprios detentos e um homem morreu vítima de um infarto. Os corpos dos presos mortos durante a rebelião foram levados pela Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) para a necropsia.
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Conforme Siqueira, a rebelião começou entre 5h30 e 6h. Os presos começaram a bater nas grades no momento em que os agentes se preparavam para a troca de serviço. “A torre observou uma movimentação estranha e os servidores foram verificar o que estava acontecendo no raio Azul e foram recebidos com disparos de arma de fogo. Nesse momento iniciou-se um confronto armado”, relatou o secretário.
Siqueira contou que, mesmo com o confronto, os agentes não recuaram. “Essa posição foi fundamental para que os detentos não tomassem toda a unidade”, informou, ressaltando que a eclosão do movimento se concentrou no Raio Azul e também atingiu o Raio Amarelo.
A Secretaria de Segurança Pública apurou que os presos estavam com dois revólveres e os serviços de inteligência estão investigando como o armamento chegou até os detentos.
Foram confirmados 17 feridos na rebelião. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, o primeiro atendimento foi feito na própria enfermaria do presídio. O preso que sofreu um infarto foi conduzido ao pronto-socorro de Sinop bem como outro detento que foi atingido por um tiro no tórax. Mais tarde, alguns dos feridos foram levados para o Hospital Regional por uma unidade do Corpo de Bombeiros.
”A partir do momento em que houve a crise dentro da unidade, a Sesp e a Sejudh se integraram nas ações e fizemos todo o pronto atendimento. Estamos trabalhando de forma integrada. Todo o Governo do Estado está envolvido em uma ação para a retomada do estabelecimento prisional”, disse Rogers Jarbas.
Negociações suspensas
As negociações entre as forças de segurança do Governo do Estado e os presos rebelados na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, em Sinop, foram suspensas devido ao horário e por questões de segurança. A rebelião foi contida e está restrita a um setor da unidade prisional. As negociações devem ser retomadas na manhã desta quarta-feira (12.04).
A segurança foi reforçada dentro da penitenciária e também no perímetro externo. Vão permanecer dentro da unidade agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam), Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), Serviço de Operações Penitenciárias Especializadas (SOE) e Corpo de Bombeiros.
O Comitê de Crise criado pelas forças de segurança tem representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Defensoria Pública.