Réu na Sodoma, ex-secretário mantém cargo de R$ 5 mil no Senado
No mês de junho, a remuneração bruta de Arnaldo foi de R$ 5.237,55. Já em maio, o valor bruto foi de R$ 5.935,89
O ex-secretário de Estado de Planejamento, Arnaldo Alves de Souza Neto, réu na 3ª fase da Operação Sodoma, retornou às suas atividades como assessor parlamentar júnior no gabinete do senador em exercício Cidinho Santos (PR). O salário de Arnaldo ultrapassa os R$ 5 mil.
No Senado, o ex-secretário tem a função de acompanhar as comissões, colaborar na confecção dos projetos de lei do senador, além de produzir relatórios.
No mês de junho, a remuneração bruta de Arnaldo foi de R$ 5.237,55. Já em maio, o valor bruto foi de R$ 5.935,89.
O ex-secretário é acusado de participar do esquema de desapropriação do bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá. Segundo as investigações, o ex-secretário foi responsável por agilizar as dotações orçamentárias que permitiram o pagamento da desapropriação.
As investigações apontam que a organização criminosa, onde o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) é apontado como chefe, desviou metade dos recursos pagos ao proprietário da área. Dos R$ 31,7 milhões pagos na desapropriação, R$ 15 milhões foram devolvidos à organização.
Arnaldo Alves foi preso preventivamente em setembro de 2016, durante a deflagração da terceira fase da Operação Sodoma. Em janeiro, ele conseguiu o habeas corpus mediante o pagamento de R$ 607 mil de fiança.
A reportagem tentou contato com o senador em exercício Cidinho Santos, mas não conseguiu êxito. Sua assessoria de imprensa confirmou que o ex-secretário está lotado no gabinete do parlamentar.