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Líder de facção foragido há anos é preso no Rio em operação conjunta das polícias de MT e RJ
O líder de uma facção criminosa, identificado como Aldemir de Assis Campos, o “Tucão”, foi preso na noite desta quarta-feira (20) em uma operação conjunta das Polícias Civis de Mato Grosso e do Rio de Janeiro. Considerado um dos chefes do Conselho Final – estrutura da facção responsável por ordenar crimes e punições –, ele era foragido da Justiça de Mato Grosso e possuía um mandado de prisão para cumprimento de uma pena de 39 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado.
Tucão possui um histórico criminal extenso, incluindo crimes como associação criminosa, homicídio, latrocínio e sequestro. Ele já havia sido investigado pela morte de um sargento da Polícia Militar de Mato Grosso em 2004 e foi preso em diferentes operações entre 2014 e 2018, como a Operação Grená, 10º Mandamento e Red Money.
De acordo com as investigações, ele também é suspeito de ter financiado a fuga de Raffael Amorim de Brito, um dos envolvidos no assassinato do sargento Odenil Alves Pedroso, morto em maio de 2024 em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. O crime, que chocou a sociedade, teve repercussão nacional.
No Rio de Janeiro, Tucão tentava levar uma vida discreta e se apresentava como produtor cultural e jornalista. Em redes sociais, compartilhava fotos com personalidades, incluindo o trapper Oruam, filho de Marcinho VP, um dos principais líderes do Comando Vermelho.
Sua defesa nega qualquer envolvimento com a facção e a participação em crimes recentes. Segundo a advogada Esther Vasques, ele estaria no Rio apenas para desenvolver trabalhos culturais e sociais. No entanto, para a Secretaria de Estado de Segurança Pública, não há dúvidas sobre seu papel no crime organizado e sua condição de foragido.
A prisão foi resultado de uma ação coordenada entre as forças de segurança de Mato Grosso e Rio de Janeiro, envolvendo a Polícia Federal, Polícia Militar, Diretoria de Inteligência, Bope, Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público.
Após sua captura, Tucão foi encaminhado para a Superintendência Regional da Polícia Federal do Rio de Janeiro e, posteriormente, transferido para uma penitenciária, onde deverá cumprir sua pena.