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Em 16 dias, Polícia Penal frustra duas tentativas de fuga na Cadeia Pública de Peixoto de Azevedo
Uma tentativa de fuga em massa na Cadeia Pública de Peixoto de Azevedo, a 271 km de Sorriso, foi frustrada na noite desta sexta-feira (7) após uma rápida ação da Polícia Penal. Cerca de 15 detentos participaram da tentativa, que desencadeou um motim generalizado no Raio II da unidade prisional.
O plano de fuga começou por volta das 19h, momentos antes da vistoria predial de rotina. Detentos da cela 18, na ala 9 do Raio II, conseguiram abrir o portão da ala e acessar a grade do banho de sol. Após violar essa barreira, eles chegaram à quadra e conseguiram soltar parte da tela de proteção que cobre o local, preparando-se para a fuga.
No entanto, o grupo foi surpreendido por duas policiais penais que faziam a ronda de segurança. Imediatamente, as servidoras acionaram o alarme de emergência e se dirigiram ao ponto de fuga, efetuando dois disparos de advertência para conter a movimentação. O reforço chegou rapidamente: outros dois policiais penais de plantão correram até o local e também realizaram tiros de advertência.
A ação rápida e coordenada dos agentes de segurança impediu o avanço da fuga, forçando os detentos a retornarem para suas celas. No entanto, o fracasso do plano desencadeou um motim no Raio II, com gritos de protesto, batidas violentas nas grades e xingamentos dirigidos aos policiais penais.
Diante da escalada da tensão, a Polícia Penal utilizou munição antimotim e spray de pimenta para retomar o controle da situação. O apoio da Polícia Militar e de servidores que estavam de folga foi acionado para garantir a segurança da unidade e evitar novas tentativas de rebelião.
Após a contenção do motim, foi realizada uma rigorosa conferência de segurança para confirmar que nenhum detento havia conseguido escapar. A checagem foi concluída por volta das 21h20, sem registro de fugas ou feridos.
Cinco dos quase 15 detentos envolvidos na tentativa de fuga já foram identificados e responderão a Procedimentos Administrativos Disciplinares (PAD) internos, além de possíveis sanções criminais. A Polícia Penal segue investigando o caso para identificar outros participantes e apurar se houve falhas de segurança que facilitaram a ação dos internos.
A rápida resposta das forças de segurança foi fundamental para evitar uma crise maior e garantir a ordem na unidade prisional.