PSDB diz que Selma foi "sorrateira" e vê acusações como "piada"
Paulo Borges rebateu declarações de juíza aposentada, que deixou coligação de Pedro Taques nessa sexta-feira (31)
O presidente do PSDB em Mato Grosso, Paulo Borges, classificou como "factóides" e "piada" as alegações da juíza aposentada e candidata ao Senado Selma Arruda (PSL) para romper com a coligação do governador Pedro Taques (PSDB), que tenta a reeleição.
Em discurso na tarde de sexta-feira (31), Selma deu duas versões para o rompimento: um pelo fato de ela não ter recebido o tempo do PSDB no horário eleitoral e o outro devido a reportagem da Folha de São Paulo, que apontou que as delações de Alan Malouf e Permínio Pinto foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Selma inventou factóides, pois concluiu que seria melhor se distanciar de palanque de partidos tradicionais para tentar diminuir o desgaste e fortalecer o discurso radical sintonizado com o presidenciável Bolsonaro. Precisava, então, encontrar uma justificativa para o tiro não sair pela culatra e usou a discordância sobre rateio do tempo de TV para fazer o estardalhaço”, disse o presidente do PSDB-MT, Paulo Borges.
De acordo com ele, Selma passou a exigir espaço igualitário, mesmo o seu partido não somando nem um segundo para a coligação, enquanto o PSDB, de Nilson Leitão, somava 42 segundos, do total de 1m39s. No entendimento da coligação, não era justo fazer a repartição de maneira igualitária.
“Sempre que teve a oportunidade, a Selma traía politicamente todos os companheiros, pois com uma política sorrateira, somente queria o tempo de TV, mas não queria estar ao lado de todos que eram companheiros dela”, afirmou.
Paulo Borges também disse que Selma se mostrou "oportunista" ao dizer que as delações de Alan e Permínio no STF eram motivos para o rompimento.
“A juíza desse caso era ela. E ela já deu várias entrevistas dizendo que nunca encontrou fatos que incriminassem o governador e o Nilson. Pelo visto, enquanto lhe convinha eles eram inocentes. Quando não lhe convém, são culpados. Assim, coloca em dúvida todo o período em que a Selma era juíza”, revelou.
"Piada"
Em outro ponto, o presidente do PSDB ironizou a declaração de Selma de que a candidatura do Procurador Mauro (PSOL) teria sido uma articulação de Nilson Leitão.
“Ela deveria ter medido a dose das mentiras. O Nilson nem conhece o procurador e não teria interesse nenhum em colocar no pleito um candidato que já aparece na frente das pesquisas, inclusive dele. É para rir mesmo”, finalizou.