Promotor é denunciado por suposto vazamento de áudios de conversas entre ex-governador e desembargador
MP denunciou Marco Aurélio de Castro por supostamente ter quebrado o sigilo e repassado áudios captados em interceptações telefônicas
O Ministério Público Estadual (MPE) concluiu nessa quinta-feira (17) três investigações que apuravam supostas condutas indevidas de promotores de Justiça. Dois inquéritos foram arquivados e um virou denúncia criminal.
Por meio do Núcleo de Ação de Competência Originária (Naco), o MP denunciou Marco Aurélio de Castro por supostamente ter quebrado o segredo de Justiça e repassado áudios captados em interceptações telefônicas, aos quais teve acesso por causa do cargo que ocupava de coordenador do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Em 2015, o promotor teria repassado a pessoas ainda não identificadas gravações de ligações telefônicas de diálogos entre o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Marcos Machado e o ex-governador Silval Barbosa.
Silval estaria tentando que a Justiça soltasse a mulher dele, Roseli Barbosa, que foi presa sob acusação de desvio de dinheiro da Secretaria Estadual de Assistência Social (Setas), a qual comandou.
Segundo o MP, com base no depoimento de um policial militar, o promotor de Justiça que estaria de férias teria exigido do PM um CD com a íntegra dessa conversa, sem apresentar nenhum documento. No mesmo dia esse CD sumiu dos arquivos do Gaeco.
O ex-coordenador do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Marco Aurélio de Castro, foi procurado pela reportagem, mas não retornou. A equipe também tentou contato com o desembargador Marcos Machado, mas ele também não atendeu e nem retornou ligações.