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Procuradora confirma que Chico Lima fez delação premiada
A confirmação consta em ofício encaminhado pela procuradora Vanessa Zago
Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, ex-procurador-geral do Estado durante a gestão de Silval Barbosa, firmou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF), como vinha sendo especulado pela mídia há meses.
A confirmação do acordo consta em um ofício encaminhado pela procuradora da República Vanessa Christina Zago ao então procurador-geral da República Rodrigo Janot, em 24 de julho do ano passado, ao qual o Gazeta Digital teve acesso.
Conforme apurado, o caso tramita em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF). Não há confirmação sobre a homologação ou não do acordo. No dia 27 de julho de 2017, conforme divulgou o Gazeta Digital, o advogado de Chico Lima foi questionado pela juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal, durante uma audiência, se o acordo já havia sido homologado. A resposta foi de que ainda não havia nada fechado.
O documento tramitou no mesmo inquérito que trata sobre a delação premiada do ex-governador Silval Barbosa, que conta com investigações realizadas pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Ararath, coordenadas pelo delegado federal Wilson Rodrigues.
As suspeitas sobre a delação premiada de Chico Lima surgiram em julho de 2017, quando o ex-comparsa de Silval em diversos esquemas de corrupção, mudou sua banca de defesa, passando a ser assessorado pelos advogados Marcelo Neves e Rafael Faria, do Rio de Janeiro, e iniciando uma série de confissões nas ações penais referentes às operações Sodoma e Seven, na 7ª Vara Criminal.
Antes, ele contava com os advogados João Nunes da Cunha Neto e Otávio Gargaglione e insistia na estratégia de negar as acusações do Ministério Público Estadual.
Até o momento, o procurador aposentado foi condenado a 15 anos de prisão, na primeira fase da operação Sodoma, que apurou fraudes em incentivos fiscais concedidos às empresas de João Batista Rosa, dono da Tractor Parts. Na sentença, proferida em 15 de dezembro de 2017, a juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, destacou a ganância de Francisco Lima Filho, lembrando que durante o andamento processual, ele foi citado por outros réus que os membros da organização criminosa instalada no governo deveriam tomar cuidado com ele porque senão, venderia até mesmo o Estado.