Preso em operação, deputado de MT é substituído em CPI que investiga o governo
Vaga de Mauro Savi (PSB) na CPI do Fethab e do Fundeb deve ser ocupada interinamente por Guilherme Maluf (PSDB). Savi foi preso no início do mês durante a operação Bônus.
Preso durante a Operação Bônus, deflagrada no início do mês, o deputado estadual Mauro Savi (PSB), deve ser substituído na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga a arrecadação e destinação de recursos do Fundeb e do Fethab pelo governo do estado.
Savi é presidente da CPI e deve ser substituído interinamento pelo deputado por Guilherme Maluf (PSDB). A decisão foi tomada nesta terça-feira (29) durante reunião dos membros da CPI.
A comissão foi proposta por lideranças partidárias para investigar os recursos arrecadados por meio do Fundeb e do Fethab e onde aplicou esse dinheiro.
Conforme o requerimento, é de longa data o descontentamento acerca dos montantes arrecadados e distribuídos no estado e que, por diversas veses, os prefeitos buscam obter informações sobre os repasses e não conseguem.
No requerimento consta ainda que o dinheiro do Fundeb não tem chegado até as prefeituras municipais.
Prisão
Savi foi preso durante a Operação Bônus por ordem do desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por suspeita de participação em um esquema fraudulento que teria desviado cerca de R$ 30 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
A operação é uma continuidade da Operação Bereré, que investiga a suspeita de fraudes e desvio de verba no órgão.
Entre os outros investigados estão o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Eduardo Botelho (PSB), o ex-deputado federal Pedro Henry, o ex-secretário estadual Éder Moraes e o ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Lopes, o Dóia.
O deputado é apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) como sendo um dos chefes do esquema. Ele, no entanto, nega participação.