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Prefeito descarta anular prova e vê denúncia como "fato isolado"
Candidato registrou um B.O. na Polícia Civil
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou, na manhã desta segunda-feira (22), que está descartada a possibilidade de cancelar o processo seletivo para a Secretaria de Educação de Cuiabá, após denúncias de suposta fraude no exame.
A questão foi levantada após um grupo de candidatos que faziam a prova, no domingo (21), na Universidade de Cuiabá (Unic), afirmar que o envelope da prova que seria aplicada em uma das salas estava com o lacre rompido.
Emanuel disse que o concurso foi "um sucesso absoluto" e o que aconteceu no domingo foi "um caso isolado", que ainda será investigado.
‘Eu me reuni ontem [no domingo] com toda a equipe. Na verdade, foi um fato isolado. Foram 12 mil inscritos e o processo foi um sucesso absoluto. Foi um caso isolado, envolvendo pouquíssimas pessoas - umas cinco ou sete pessoas -, que reclamaram e têm que ser ouvidas e respeitadas”, disse o prefeito, em entrevista coletiva, após a inauguração do Ganha Tempo, do CPA.
Emanuel Pinheiro disse não ter dúvidas da lisura dos testes aplicados e elogiou o trabalho da empresa responsável pela licitação do concurso.
“A empresa que fez a licitação é de renome nacional, é do Rio de Janeiro. Vai, inclusive, fazer o concurso do Estado. Mas, a empresa vai responder a isso. E os meus secretários estão à disposição, tanto o da Educação [Rafael Cotrim], quanto o de Gestão [Ozenira Félix]. Mas o que detectamos é que foi um sucesso absoluto. E esse fato isolado vai ser esclarecido. Pode ter certeza que isso não vai macular o sucesso desse processo”, disse.
Segundo o prefeito, já foi elaborado um boletim de ocorrência e, a partir desse procedimento, a denúncia dos candidatos será investigada.
“A transparência e a lisura são a pauta da nossa gestão. Foi feito um boletim de ocorrência, vai ser feito um levantamento, assim como as investigações necessárias, para que a lisura e a transparência do processo não sejam maculados. Mas, eu já obtive a informação de que foi um caso isolado, em uma única sala, onde a maioria dos participantes fez um abaixo-assinado, pedindo para fazer a prova", afirmou. Saiba mais aqui.