Pré-candidato ao governo, Rossato prioriza negócios e deixa Bolsonaro 'no vácuo'
“Infelizmente, não vou poder recepcionar o nosso futuro presidente da República", declarou
Pré-candidato ao governo do Estado e alinhado à candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) à Presidência da República, o ex-prefeito de Sorriso Dilceu Rossato (PSL) não estará presente em Mato Grosso na vinda do aliado, no próximo dia 5 de abril, data que marcaria o primeiro evento de sua pré-campanha.
Fazendeiro e empresário, Dilceu Rossato viajará a negócios, entre os dias 31 de março e 9 de abril, conforme ele mesmo contou em entrevista à Rádio Capital FM, nesta sexta-feira (23). “Infelizmente, não vou poder recepcionar o nosso futuro presidente da República, o nosso candidato no Estado de Mato Grosso. Quero deixar de antemão que eu não estarei presente. Ainda tenho que cuidar dos meus negócios para que no início de junho esteja totalmente disponível para continuar a pré-candidatura e fortalecer o nosso partido”, disse.
Questionado se essa ausência não demonstra falta de comprometimento com o projeto político, Dilceu negou e alegou que haverá outras oportunidades para que ele e Bolsonaro estejam juntos na campanha.
“Eu gostaria de estar presente quando o Bolsonaro estivesse no estado, com toda a certeza. Infelizmente ele tem a agenda dele, eu tenho a minha, que se continuar do jeito que está, nós não poderemos estar juntos no momento. Mas não faltará oportunidade, o Jair Bolsonaro virá muitas outras vezes a Cuiabá para que a gente possa juntos caminharmos pelas ruas, enriquecer o debate da política em Mato Grosso e fazer com que a gente afine a nossa linha de pensamento de Estado com o governo federal para que o estado de Mato Grosso possa continuar sendo o crescimento ao estilo asiático”, afirmou.
Defensor de Bolsonaro, Dilceu Rossato admite concordar com “uma grande parte” do que o deputado federal discursa, como, por exemplo, a oposição à esquerda e o porte de armas. “Todo mundo fala muito bem, protege bandido. Mas deixa o bandido entrar na sua casa, deixa um bandido invadir a sua propriedade para você perceber que é muito diferente daquilo que é pregado pela esquerda brasileira. O brasileiro precisa andar armado, o brasileiro de bem precisa de segurança própria, num país como o nosso não dá mais”, asseverou.
Na entrevista, Rossato, que é agricultor, ainda defendeu a classe e atacou o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). “Eu vi pronunciamento do Lula chamando o produtor de caloteiro. O agricultor está produzindo 13% do PIB brasileiro. Se o PIB brasileiro foi o agricultor que fez esse crescimento. O Brasil precisa de austeridade. O Brasil precisa de um novo modelo de gestão porque senão, daqui uns dias nós estamos pior do que a Venezuela”.