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Polícia investiga mais um secretário de Silval e duas empresas; veja lista de indiciados
Trata-se do ex-titular da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alan Zanatta
A Polícia Judiciária Civil investiga mais um ex-secretário do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) na Operação Sodoma, deflagrada na semana passada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). Trata-se do ex-titular da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) Alan Zanatta.
O antecessor dele na pasta, Pedro Nadaf, está preso, assim como o ex-secretário de Fazenda Marcel de Cursi e o próprio Silval, acusados de participar de um esquema de corrupção com fraudes ao programa de incentivos fiscais do estado.
“Alan Zanata vai entrar na segunda fase da Operação Sodoma. Será instaurado um inquérito separado, até porque ele está morando em Minas Gerais. Ele será investigado porque, nesse contexto da concessão do benefício, ele também já exerceu a função na Sicme. Tem que analisar até que ponto ele teve algum envolvimento nos crimes cometidos”, disse o delegado Lindomar Tófoli, em entrevista coletiva na tarde de ontem.
O delegado informou, também, que duas novas empresas suspeitas de recebimento indevido de incentivos fiscais estão sendo investigadas, mas não revelou quais são. “Ouvimos 31 pessoas até o momento. Concluímos a primeira fase da investigação e demos início à segunda fase. Muita coisa nova pode surgir. Com certeza vamos investigar os incentivos suspeitos caso a caso”, disse.
Tofoli isentou o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR), mencionado em interceptações, de qualquer participação no esquema investigado. Quanto às diversas pessoas que receberam os cheques provenientes de propina, o que inclui parentes de Nadaf, também não há provas de participação delas no esquema. “Não temos clareza de dizer que essas pessoas que receberam cheques agiram com dolo”, disse.
Ele não demonstrou preocupação com a possibilidade de qualquer um dos presos da operação obter um habeas corpus, e afirmou que as investigações continuam com eles estando presos ou não. Apesar de ter confessado o pagamento de propina aos secretários, o empresário João Batista, dono das empresas Tractor Parts, DCP Máquinas e Casa de Engrenagem, não será indiciado pela polícia, por ter colaborado com as investigações.
Foram indiciados:
1 - Silval da Cunha Barbosa, por crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro; (ex-governador)
2 - Marcel Souza de Cursi, por crimes de corrupção passiva e organização criminosa; (ex-secretário de Fazenda)
3 - Pedro Jamil Nadaf, por crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica (contrato fraudulento da NBC); (ex-secretário de Indústria e Comércio)
4 - Karla Cecília de Oliveira Cintra, por crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa; (diretora da Fecomércio)
5 - Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, por crimes de corrupção passiva na condição de partícipe, organização criminosa e lavagem de dinheiro, indiciado indiretamente por não ter sido localizado; (procurador do estado aposentado)
6 - Silvio Cezar Corrêa Araújo, por crimes de corrupção passiva na condição de partícipe, organização criminosa e lavagem de dinheiro; (ex-chefe de gabinete de Silval)
7 - Lourival Lopes Gonçalves, por crimes de falsidade ideológica e organização criminosa; (ex-servidor da Sicme)
8 - Sérgio Pascoli Romani, por crimes de falsidade ideológica e organização criminosa (servidor da extinta Sicme e da atual Sedec).