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Polícia indicia 16 pessoas por formação de quadrilha em Cuiabá
A acusada de movimentar R$ 1,7 milhão, quadrilha foi presa durante a Operação Mercatore
Dezesseis membros da organização investigada na Operação Mercatore, deflagrada no dia 18 de dezembro, foram indiciados pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, da Polícia Judiciária Civil, em Cuiabá.
O inquérito foi encaminhado para a Vara do Crime Organizado da Capital.
Dois servidores públicos, uma bancária, um advogado e um policial civil estão entre as pessoas presas durante a operação.
Todos irão responder por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação qualificada, falsificação de documento particular, falsidade ideológica, uso de documento falso, estelionato, corrupção ativa e passiva.
Durante a operação, nove de onze mandados de prisão preventiva foram cumpridos, além de doze de conduções coercitivas para interrogatório e 34 de buscas e apreensão.
A organização criminosa é acusada de movimentar R$ 1,7 milhão, provenientes da lavagem de dinheiro e comercialização de produtos roubados, como cargas de eletroeletrônicos, acessórios e equipamentos de informática.
O grupo seria chefiado pelo empresário João Santos Filho. A esposa dele, Andréa Cristina Moura Figueiredo Santos, e o filho, Felipe Figueiredo Santos, também foram presos.
De acordo com a delegada Elaine Fernandes Filho, João era chamado pelos integrantes da quadrilha de “Pai”, inspirado na novela a “Regra do Jogo”, da Rede Globo.
Entre os assaltos praticados pelo grupo criminoso, estão dois realizados no Shopping Três Américas, na região do Coxipó da Ponte.
O primeiro ocorreu no dia 10 de junho. Dois assaltantes invadiram uma loja da operadora TIM e levaram todo o estoque de telefones celulares.
O assalto aconteceu por volta de 21 horas, antes do encerramento do expediente na loja.
Segundo informações da Polícia Civil, com base no depoimento da direção da loja, os aparelhos estavam avaliados em cerca de R$ 100 mil.
No dia 23 do mesmo mês, dois homens - sendo um deles armado - roubaram um quiosque da Samsung, dentro do mesmo shopping.
Os homens renderam os funcionários da loja e encheram duas sacolas com smartphones.
Conforme Elaine Fernandes, os produtos roubados eram comercializados em uma banca no Shopping Popular, localizado no bairro Dom Aquino.
“A base territorial da quadrilha era o Shopping Popular de Cuiabá. Eles conseguiam esconder a verdadeira natureza dos produtos para movimentar o dinheiro que arrecadavam com os assaltos”, explicou.
Segundo a delegada, em apenas dois meses, a organização movimentou mais de R$ 1,6 milhão.
As pessoas presas irão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, roubos, furtos, receptação qualificada, estelionato e corrupção.