Polícia Civil indicia quatro suspeitos por chacina em área rural
Novo inquérito foi aberto para identificar mandantes do crime; dois estão presos preventivamente
A Polícia Civil concluiu o inquérito preliminar para apurar e identificar os autores da chacina de nove trabalhadores rurais na Gleba de Taquaruçu do Norte, área rural do Município de Colniza (1.065 km de Cuiabá).
Conforme o delegado que comanda as investigações, Edson Pick, quatro pessoas foram indiciadas como responsáveis por torturar e matar as vítimas da chacina.
Dos quatro, dois já estão detidos preventivamente, sendo eles Pedro Ramos Nogueira, de 52 anos, e Paulo Neves Nogueira, de 35 anos. Os acusados, que são tio e sobrinho, estão presos na cadeia de Colniza e em Machadinho do Oeste, em Rondônia, respectivamente.
Um terceiro pistoleiro, identificado como Ronaldo Dalmoneck, de 33 anos, ainda está foragido. O quarto suspeito não teve seu nome divulgado por não ter seu mandado expedido.
Edson Pick abriu, na manhã desta quarta-feira (10), um inquérito complementar para apurar e identificar, agora, os nomes dos mandantes do crime.
O delegado Marcelo Muniz, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou no dia 2 de maio que um empresário de Colniza (1.065 km de Cuiabá) é investigado como o mandante da chacina que vitimou nove pessoas na Gleba.
O suspeito, que é sócio de uma madeireira na região, está foragido. Ele não teve o nome divulgado.
Os trabalhadores mortos foram identificados como Sebastião Ferreira de Souza, 57, Izaul Brito dos Santos, 50, Ezequias Santos de Oliveira, 26, Samuel Antônio da Cunha, 23, Francisco Chaves da Silva, 56, Aldo Aparecido Carlini, 50, Edson Alves Antunes, 32, Valmir Rangeu do Nascimento, 55, e Fábio Rodrigues dos Santos, de 37 anos.
A chacina
No dia 19 de abril, nove pessoas foram assassinadas na Gleba Taquaruçu do Norte, no Município de Colniza. Acredita-se que o massacre tenha sido motivado pela disputa por terras.
A perícia concluiu que o grupo foi morto a facadas e tiros de espingarda calibre 12.
Em Mato Grosso, 40.028 famílias vivem em áreas de conflitos agrários, aponta estudo da Comissão Pastoral da Terra (CPT), ligada à Igreja Católica, sobre o ano de 2016.
O município, já foi considerado o mais violento do País em 2007, segundo levantamento do Mapa da Violência feito pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (FLACSO).