PM expulsa aspirante a oficial acusado de fraudar concurso
L.G.S.A. poderá recorrer da decisão; nesta semana, um soldado e um sargento foram punidos
Um aspirante a oficial acusado de fraudar concurso da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) para ingressar na Polícia Militar, em 2012, foi expulso da corporação nesta sexta-feira (26).
O ato de demissão é publicado no Diário Oficial do Estado que circula hoje. O documento é assinado pelo comandante-geral da PM, coronel Gley Alves.
Conforme a portaria nº 136, L.G.S.A. teria utilizado "meios fraudulentos" para a realização das provas do concurso público da Unemat para admissão ao Curso de Formação de Oficiais (CFO), para o qual foi aprovado.
O aspirante estava lotado em Cuiabá.
Em março de 2015, a Corregedoria da PM abriu um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) contra L.G..
Diante das acusações, o comandante da PM determinou a expulsão imediata do aspirante, o recolhimento da identificação funcional, do fardamento e de todas as armas que estiverem em sua posse.
A portaria não explica como se deu a fraude.
A reportagem entrou em contato com assessoria de imprensa da Polícia Militar que informou não ter conhecimento sobre o processo.
De acordo com assessoria, somente o corregedor da PM, coronel Wilson Batista pode falar sobre o assunto, porém, ele está em um encontro de comandantes regionais e não atende as ligações.
O aspirante poderá recorrer da decisão do Comando da PM.
Mais expulsões
Na quarta-feira (24), a Polícia Militar oficializou a expulsão de um sargento e um soldado das suas fileiras.
O sargento foi acusado de tráfico de drogas em 2014. Ele foi detido pela Polícia Federal, no município de Corumbatái (SP), com 52 quilos de cocaína e cerca de R$ 190 mil em dinheiro.
Já o soldado foi acusado de porte ilegal de arma de fogo e adulteração da placa de um veículo Fiat Pálio.
Ele detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), no dia 8 de setembro de 2014, na região do Trevo do Largato, em Várzea Grande, após atirar contra um carro de propriedade de um casal.
Na ocasião, a PRF aprendeu várias munições e um revólver com o soldado, e ainda verificou que o carro que ele conduzia estava com a placa adulterada.
A motivação do delito não foi revelada pela Corregedoria da PM.
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