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Suspeito de sequestro e homicídio morre em confronto com a Polícia Civil em Sinop
Um jovem de 24 anos, identificado como Gabriel Silva Fortes, morreu na noite desta segunda-feira (25) após confronto com a Polícia Civil, no bairro Camp Club, em Sinop (MT). Ele era considerado um dos criminosos mais perigosos em atuação recente na região e apontado como principal envolvido no sequestro de uma advogada e de seu namorado em Sorriso, além de ser investigado por homicídios e diversos roubos.
De acordo com a Polícia Civil, os agentes chegaram até a casa do suspeito após levantamento do setor de inteligência, que já monitorava sua atuação. Ao ser abordado, Gabriel teria se recusado a obedecer às ordens policiais, mantendo-se armado dentro da residência. Durante a verbalização para que se rendesse, ele reagiu e acabou sendo atingido por disparos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e socorreu o suspeito, mas ele morreu a caminho do Hospital Regional de Sinop.
Segundo as investigações, Gabriel acumulava uma série de crimes graves em menos de uma semana. Ele era suspeito de envolvimento no sequestro da advogada e do namorado, que foram levados de Sorriso para Nova Ubiratã, onde sofreram tortura e extorsão. Também era investigado pelo homicídio de Weliton Gomes Sousa Feitosa, de 23 anos, assassinado a tiros na cabeça em uma quitinete em Sorriso, após publicar uma foto interpretada como alusão a facção criminosa. Além disso, já havia sido apontado como participante em um roubo contra um secretário de Nova Ubiratã, no furto de uma arma de segurança dentro da UPA de Sorriso e em outros assaltos, incluindo ataque a uma joalheria.
No caso do sequestro, ocorrido entre sábado (23) e domingo (24), as vítimas foram extorquidas em mais de R$ 7 mil, e os criminosos ainda tentaram realizar uma transferência de R$ 40 mil, que acabou sendo cancelada. O casal foi liberado no distrito de Caravaggio, em Sorriso, após horas de terror.
Outros dois suspeitos de participação no sequestro foram presos no domingo (24). Com eles, a polícia apreendeu um revólver, munições, dinheiro, relógio, acessórios, uma carteira e um celular.
A Polícia Civil destacou que a ação representou uma resposta rápida aos crimes que vinham gerando insegurança na região. O caso segue em investigação para identificar outros possíveis envolvidos na rede criminosa e apurar conexões com facções que atuam em Mato Grosso.