PJC de Sorriso encaminha 23 casos de assassinatos e tentativas de homicídios ainda não solucionados
Sesp deverá apurar se fatos têm ligação com facções ou grupos criminosos
Após reunião com diretores da Polícia Judiciária Civil (PJC), que inclui o delegado regional, Sérgio Araújo, a delegacia de Sorriso decidiu encaminhar à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) os 23 casos de assassinatos e tentativas de homicídios registrados no município em 2017.
Sem estrutura para melhor apurar os casos, a delegacia de Sorriso prevê que a Sesp seguirá com as investigações a fim de identificar se os fatos têm ligação com facções ou grupos criminosos de Sorriso ou de fora da cidade. As motivações dos crimes também são motes das apurações.
De acordo com o delegado André Ribeiro, o que chama a atenção é o fato de os casos terem semelhanças na forma como as pessoas foram mortas. Algumas vítimas sobreviveram, mas muitas temem repassar detalhes dos crimes à polícia. Na maior parte dos casos, o autor do crime trafegava em uma moto ou carro e do veículo efetuava os disparos de arma de fogo.
“Tudo indica que pode ter organização criminosa por trás dos homicídios. Queremos dar uma resposta à população. E, por isso, entendemos que encaminhar os inquéritos é o melhor para que a Sesp designe um grupo específico em Cuiabá para auxiliar e ajudar na investigação. Pois, como os crimes podem ter ligação com facção criminosa nós não temos estrutura que comporte essas apurações”.
Conforme o delegado, em Sorriso estão sendo apurados os demais homicídios, porém os 23 casos registrados em 2017 ficarão a cargo dos investigadores de Cuiabá por terem sido executados sob o mesmo modus operandi (que caracteriza o modo de operação, a forma peculiar que os crimes foram registrados).
“Estamos investigando os homicídios, mas esses 23 casos são semelhantes. A Sesp terá mais capacidade para investigar. Em todos eles a pessoa passa de moto ou carro e atira contra quem está na rua, geralmente nos bairros mais periféricos de Sorriso”.
Conforme o delegado, em alguns casos foram mortas pessoas que já tinham ficha criminal e envolvimento com o uso ou tráfico de drogas. Porém, outras vítimas de assassinatos e tentativas de homicídio não tinham passagem pela polícia. “Esperamos uma investigação qualificada”, finalizou.
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Confira AQUI a reportagem completa no Cidade Alerta, programa da TV Sorriso (Record TV).