PJC de Sorriso e Sinop deflagram mais uma fase da Operação Confidere; gerente é preso
Ao todo, 22 foram indiciadas; investigações seguem em andamento
A Polícia Judiciária Civil (PJC) deflagrou a segunda fase da Operação Confidere e prendeu, nesta tarde, mais um gerente da empresa Açometal, sediada em Sinop. Silvio César Borges Modesto também é suspeito de integrar uma organização criminosa envolvida em um esquema milionário de desvio de mercadorias.
Ao Portal Sorriso MT, o delegado Bruno Abreu – um dos que preside as investigações da Operação Confidere – informou que Silvio foi detido hoje à tarde dentro da empresa Açometal, de onde funcionários de alta confiança desviavam materiais por meio do cancelamento de notas fiscais.
Conforme o delegado, ao todo, já são 22 pessoas indiciadas. Bruno Abreu informou que as investigações seguem em andamento e que outras fases da Operação Confidere podem ser deflagradas.
“Ele [Silvio] já estava sendo investigado. Quando fizemos o pedido de prisão de todos, ainda não tínhamos elementos para pedir a prisão dele. Mas, depois foi comprovada a participação. Ouvi uma pessoa aqui de Sorriso e com essa declaração surgiram provas contra o Silvio, como muitas vendas com depósitos na conta dele”, informou o delegado.
A Operação
A primeira fase da operação “Confidere” foi deflagrada no dia 31 de março, nos municípios de Sorriso, Sinop, Alta Floresta, Tangará da Serra e Rondonópolis para prender envolvidos em esquema milionário de desvio de mercadorias da Açometal.
Além de Silvio Modesto, são réus do caso: Fernando Rodrigues da Silva, Márcio Borba da Silva, Ricardo Alves de Oliveira Ferreira, Marcos da Silva, Joacir Bergamin, Fábio Alexandre dos Santos, Max Willian de Lima, Edenir Gonçalves, Claudinei Pedro Stasczak, Valdenir Teixeira de Carvalho, Gilmar Luis Daghetti, Neide Darienso, Robison Odair Pelegrini, Carlos Valério Woiciechoski, Andreia Cristina Woiciechoski, Claudiomir Trein, José Antônio Vargas, Regis dos Santos da Mota, Cleu Calza, Soni Roberto Kovalski da Cruz e Elza Tereza Rangel Antônio.
Fernando Silva é apontado como o principal articulador do esquema. Além dos crimes de organização criminosa e furto, ele foi indiciado por lavagem de dinheiro juntamente com a sogra, que teve um carro comprado com o dinheiro movimentado da conta corrente dela e depois colocado em seu nome.
A vítima é um empresário renomado da cidade, que já ocupou cargo público no município, e que teve prejuízo que ultrapassa os R$ 15 milhões.
Conforme o PS noticiou, de Sorriso respondem ao processo judicial: Claudinei Pedro Stasczak (dono da empresa Metalúrgica Sorriso), Max Willian de Lima (dono da empresa Iso Aço), Edenir Gonçalves (dono da metalúrgica Gonçalves), Joacir Bergamin (sócio na empresa Metalúrgica Sorriso), Cleu Calza, Carlos Valeiro Woiciechoski e Andreia Cristina Woiciechoski.
A reportagem do site está à disposição para ouvir todos que foram listados como réus.
Sócio denunciado
Segundo as investigações, em Sorriso e em outras cidades mato-grossenses empresários supostamente compravam os produtos furtados a preços baixos mesmo cientes de que as mercadorias eram ilegais.
Estima-se que o golpe só em Sorriso tenha alcançado de R$ 2 a R$ 3 milhões.
O Portal teve acesso à documentação e constatou que o sócio minoritário da Açometal (de Sinop), Gilmar Daghetti, também foi denunciado. Porém, ainda não foi revelado o motivo do crime.
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