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Pivetta, Fávaro, Mendes e mais 28 lançam manifesto contra Taques
Entre os que assinam o documento, estão ex-secretários de Estado e ex-apoiadores do governador
Trinta e uma pessoas que ocuparam cargos no Governo Pedro Taques (PSDB) ou que apoiaram a campanha do tucano ao Palácio Paiaguás redigiram uma manifesto público expondo os motivos que os levam a não apoiar a reeleição do governador.
Entre os nomes estão o ex-vice-goverandor Carlos Fávaro (PSD), o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes e de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, além de ex-secretários de Estado, como Adriana Vandoni (Gabinete de Transparência e Combate a Corrupção), Eduardo Chiletto (Cidades), João Batista da Silva (Saúde), entre outros.
O movimento teria sido organizado pelo ex-vice-governador, que renunciou ao cargo neste mês. Ao longo do documento de quatro páginas, os ex-aliados afirmam que nutrem um sentimento de “decepção” em relação à gestão Taques.
“Decepção! Este é um dos sentimentos que lamentavelmente está presente em grande parte daqueles que apoiaram o Senador Pedro Taques em 2010 e em 2014, quando trabalharam, se empenharam, pediram voto e ajudaram a torná-lo governador do Estado de Mato Grosso. Os sentimentos de decepção e frustração, estão sendo compartilhados por milhares e milhares de mato-grossenses”, diz trecho do manifesto.
Na carta, eles citam também que acreditavam que Taques teria a “coragem” de tomar medidas necessárias para a transformação do Estado, o que não ocorreu.
Para os dissidentes, o governador passou a maior parte de sua administração “olhando no retrovisor” e culpando a gestão passado, sob o comando de Silval Barbosa, pela crise instalada no Estado.
Na avaliação dos políticos, Taques se mostrou “incapaz” de criar uma agenda positiva. Eles apontaram ainda uma série de problemas como as “grandes marcas” da atual gestão: “Vaidades, intrigas, brigas, piora nos serviços públicos, falta de planejamento, promessas não cumpridas, dezenas de placas lançadas sem um centímetro de obra iniciada, troca constante de secretários, escândalos, desrespeito para com os servidores e agentes públicos, atrasos nos salários e com fornecedores, que consequentemente provocou prejuízos no comércio”.
Seis motivos contra a reeleição
Ainda no documento, os ex-aliados de Taques esmiuçaram em seis tópicos os problemas considerados graves do Estado e que, segundo eles, explicitam os motivos de serem contra à reeleição.
O primeiro deles: “Aumento do caos na Saúde Pública”. Neste item, são citadas falhas como a constante falta de remédios na Farmácia de Alto Custo, falência do MT Saúde, não repasse de dinheiro da Saúde aos municípios.
Citaram também obras na Saúde que foram prometidas e não realizadas: novos hospitais regionais em Porto Alegre do Norte, Tangará da Serra, Juína e Pontes e Lacerda.
Ainda segundo eles, Taques foi “incapaz” de reiniciar a construção do Hospital Universitário, paralisada há mais de 4 anos, com R$ 80 milhões disponíveis em conta corrente para a obra.
O segundo tópico, denominado “Não cumprimento dos compromissos de campanha de 2014”, os ex-aliados citam um levantamento realizado pelo site G1 e que mostra que menos da metade das promessas foram cumpridas.
O terceiro item é a “Gestão ineficiente”, no qual os insatisfeitos alegam uma grande indisposição do Governo com os servidores públicos, atraso nos pagamentos, não realização das reformas administrativas e tributária, entre outros pontos.
No tópico quatro, chamado “Faltou com a verdade”, eles dizem que o governador prometeu aos prefeitos e aos cidadãos entregas que nunca aconteceram, além de ter faltado com a verdade sobre a data do pagamento de poderes, fornecedores, hospitais, prefeituras e servidores.
Consta ainda no documento o item cinco em que é apontada a “quebra das finanças do Estado”.
Neste tópico, os ex-apoiadores afirmam que Taques recebeu o Estado com aproximadamente R$ 800 milhões de restos a pagar e tem hoje mais de R$ 3 bilhões de dívidas.
Afirmam também que o governador permitiu o rebaixamento da nota de Mato Grosso perante a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), inviabilizando novos financiamentos para o Estado. Saiba mais aqui.