PF combate esquema em Guarantã do Norte e cumpre 3 mandados
As investigações indicam que um servidor do Incra indicava esposa para ganhar comissões
A Polícia Federal cumpriu três mandados judiciais de busca e apreensão no escritório de uma advogada e na sede do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Guarantã do Norte.
As investigações indicam que um servidor lotado na Unidade Avançada do Incra em Guarantã do Norte estava deixando de aplicar isenções e descontos legais sobre as dívidas dos assentados perante o órgão, indicando para eles os “serviços” de sua esposa que é advogada e cobrava comissões de 20% a 35% sobre os valores das dívidas, mesmo sem formalizar nenhum ato em processos judiciais ou administrativos.
Apenas após a contratação da advogada, o servidor realizava os cálculos corretos e concedia isenções e descontos que chegavam a totalidade da dívida do assentado.
Os investigados foram afastados de suas funções públicas e responderão pelo crime de corrupção passiva, que comina pena de reclusão de dois a doze anos.