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PF apreende joias, armas e munição na casa de conselheiro
Antonio Joaquim foi alvo da Operação Malebolge, deflagrada pela Polícia Federal
A Polícia Federal encontrou armas, munições e joias na casa do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antônio Joaquim, durante busca e apreensão referente à Operação Malebolge, em 14 de setembro.
O conselheiro foi afastado de suas funções durante a operação, deflagrada com base na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa.
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Joaquim foi acusado pelo ex-chefe do Executivo de ter recebido, junto com outros conselheiros, R$ 53 milhões para não atrapalhar o andamento de obras da gestão do peemedebista.
Conforme lista da Polícia Federal, divulgada nesta terça-feira (21) pelo site HiperNotícias, as apreensões relacionadas a Antônio Joaquim continham, entre outros itens, duas armas – sendo um revólver e uma pistola –, 61 munições de calibre .380, diversos colares e anéis, além de documentos.
Os itens foram apreendidos na residência de Joaquim e no gabinete da presidência, na época em que ele ocupava o cargo de liderança da Corte de Contas.
Entre os documentos apreendidos consta uma pasta de papel branca com a identificação "Tribunal de Contas de Mato Grosso", com a inscrição "Bomba A", com diversos nomes. Há ainda um envelope branco, com os dizeres: "Para Maura Sigiloso; Conselheiro Sérgio Ricardo e João Batista", que possuía diversos documentos.
Na residência de Antônio Joaquim foram apreendidos 61 itens, sendo eles cinco telefones celulares da marca Apple; diversos pen drives; agendas com anotações manuscritas; CDs e DVDs; documentos diversos; cartões de memória; cartões bancário; tablets; computadores e um relógio de pulso.
No local também foram recolhidos diversos objetos de uso pessoal, sendo eles nove anéis; 18 pares de brinco; 20 colares; 11 pingentes; 13 pulseiras e uma peça de brinco avulso – aparentemente lacrado.
No gabinete da presidência, foram apreendidos 80 itens, como telefones celulares de diversas marcas; HD de computador; cartões de memória; agendas manuscritas; diversos documentos; cadernos; envelope; laptop e cheques.
Os 141 itens apreendidos na Malebolge, relacionados ao conselheiro afastado, estão sendo analisados pela Polícia Federal, que posteriormente encaminhará os levantamentos para a Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por conduzir as investigações.
Os itens recolhidos na residência chegaram a ser utilizados como argumento pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para negar pedido do conselheiro afastado para retomar suas funções no Tribunal de Contas. Ela destacou que tais elementos se mostraram suficientes para assegurar a necessidade das investigações e do afastamento do membro da Corte de Contas.