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Paulo Guedes: Previdência, privatizações e simplificação de tributos são 'pilares da nova gestão'
Ministério da Economia uniu Fazenda, Planejamento e parte do MDIC
O ministro da Economia, Paulo Guedes, assumiu o cargo oficialmente nesta quarta-feira (2) em cerimônia em Brasília e disse que Previdência, privatizações e simplificação de tributos são os "pilares da nova gestão".
Durante o discurso, Paulo Guedes:
- Avaliou que o descontrole na expansão de gastos públicos é o mal maior da economia brasileira;
- Disse que não existe superministro;
- Afirmou que a democracia é resiliente;
- Disse que o mecanismo de inclusão social são as economias de mercado.
Criado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Economia unificou os ministérios da Fazenda, do Planejamento e parte do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior.
"A dimensão fiscal [alta de gastos públicos, que gerou rombos fiscais nos últimos anos] foi sempre o calcanhar de Aquiles de todas nossas tentativas de estabilização. O descontrole da expansão de gastos públicos é o mal maior", declarou Paulo Guedes.
Segundo o novo ministro da Economia, os gastos públicos representavam, quatro décadas atrás, cerca de 18% do Produto Interno Bruto (PIB), e, desde então, tem subido incessantemente.
"Experimentamos todas as disfunções financeiras em torno desse processo, como moratória e inflação. Agora, estamos respirando a sombra de uma tranquilidade, mas é uma falsa tranquilidade, da estagnação econômica", declarou.
Paulo Guedes reiterou que o diagnóstico para melhorar a economia brasiliera é controlar as despesas. "E não precisa cortar dramaticamente. É não deixar crescer no ritmo que cresciam", acrescentou.
Teto de gastos sem paredes
Na avaliação do novo comandante da Economia, o teto de gastos, mecanismo pelo qual as despesas não podem crescer acima da inflação do ano anterior, não tem sustentação sem as reformas estruturais, como da Previdência Social.
"O teto esta aí, mas sem paredes de sustentação cai. Essas paredes são as reformas. Temos de aprofundar as reformas", declarou. De acordo com o ministro, a Previdência Social virou uma "gigtantesca engrenagem de transferências perversas". Saiba mais.