Pai pede dura condenação para o filho assassino
Ele concedeu entrevista ao programa Cadeia Neles, da Record TV
Pai de Welington Fabrício de Amorim Couto, 31, que, em um período de 9 anos assassinou brutalmente duas mulheres com quem manteve relacionamento, veio a público pedir uma condenação dura para o filho, tanto na "lei dos homens, quanto na lei de Deus", e também desculpas à família da última vítima, a estudante de Direito, Dinéia Batista Rosa, 35, morta no último sábado (20), no bairro Serra Dourada, em Cuiabá.
Sem se identificar, alegando vergonha, o pai deu entrevista ao programa Cadeia Neles, da Record TV. "Não perdoo meu filho e que as duas justiças sejam feitas, a justiça dos homens e a Justiça de Deus", pediu. Assista AQUI.
Aos parentes da vítima, disse, emocionado, que não tem culpa. "Nós não temos culpa disso, peço perdão pela minha família, meus filhos e que ele possa pagar pelo ato que cometeu, não apoio e não apoiarei em momento nenhum. Estamos em oração, sempre orando pela moça e por esse indivíduo que fez o que fez e hoje traz mais uma mancha para minha família, preocupação para meus filhos, mas vou superar e chegar ao ponto de em algum momento, se for possível e for aceito, de conversar com a família de Dinéia".
O pai do assassino afirma que é " do bem". Sente-se magoado e sem rumo pelo ocorrido.
"Não quero, não desejo visita no Dia dos Pais, nem no Dia das Mãe, Natal, quero só pedir isso ao Judiciário, nós corremos provavelmente risco também com relação a esse moço, eu tenho medo do meu filho", afirmou.
O pai destaca que o criou da melhor maneira possível e não sabe por que ele tomou rumos tão violentos. "Criei meu filho carregando em carro, levando em escola, trazendo para casa, levando para prática de esportes, indo para clubes e frequentando as melhores escolas de públicas de Cuiabá, para que fosse alguém como é o irmão dele, que hoje é advogado, esse menino teve a mesma esfera de tratamento. Sou do tipo paizão", detalhou.
O pai percebeu o temperamento agressivo e possessivo de Welington quando ele saiu da prisão, após cumprir parte da pena da primeira condenação.
"Percebi isso numa conversa após a saída do presídio, ele saiu com comportamento fechado, aquela pessoa que te olha, mas parece que não está te olhando, centrada, excessivamente centrada, isso me causou espanto e preocupação", detalha.
Em 2008, ele estrangulou com fio elétrico e tirou parte do seio da então companheira dele, Danevimar da Silva Dias, de 23 anos. O crime foi cometido no Residencial São Carlos, em Cuiabá. Pelo crime, foi condenado a 17 anos de prisão, em regime fechado. Cumpriu por 5 anos e saiu usando tornozeleira.
No último sábado, matou Dinéia, a estudante de Direito, estrangulada e desconfigurou o rosto dela a tijoladas, sendo preso 8 horas depois.