Pai filma servidoras olhando roupas enquanto crianças esperavam em posto de saúde
O homem diz que teve a atitude por causa da condição do filho
Em Rondonópolis, um pai que aguardava atendimento para o filho de dois anos se revoltou após ver funcionários de uma unidade de saúde supostamente escolhendo e comprando roupas. Alterado, ele gravou um vídeo registrando a situação nesta quarta-feira (25), na Unidade de Pronto Atendimento Infantil do bairro Santa Marta. As imagens foram compartilhadas nas redes sociais. Assista AQUI.
“Para mim aquilo foi negligência. E eu gravei o vídeo porque já estava revoltado. Outra mãe tinha me contado que ela e o filho estavam sem comer, esperando para realizar um exame desde às 16h de ontem (terça)”, afirma o autor do vídeo, Alcindo Valter Palhano Nogueira.
Ele conta que chegou à unidade municipal por volta das 8h e que cerca de uma hora depois viu mulheres entrando em uma sala com várias malas grandes. Depois de desconfiar da situação, Alcindo comenta que não se conteve e invadiu a sala para registrar a situação.
O homem diz que teve a atitude por causa da condição do filho, que estava em estado febril, e do relato da outra mãe que aguardava a realização de um exame. Além disso, Alcindo reclama das condições físicas do hospital.
“A estrutura é ruim já há algum tempo. Tem uma parte do forro que está caindo, tem portas enferrujadas, paredes descascando. Ainda tem o atendimento que eu acho que é muito ruim. Às vezes, a gente se acostuma com essas condições e não reclama”, defende.
O caso acabou indo parar na polícia. Após se acalmar, Alcindo relata que policiais militares chegaram na unidade e o conduziram à delegacia, onde prestou depoimento e foi liberado. No boletim de ocorrência, as funcionárias afirmaram que o homem ameaçou as pessoas que estavam no local. Ele confirma que ficou nervoso, mas negou ter ameaçado agredir qualquer pessoa.
A gravação foi compartilhada nas redes sociais e também gerou revolta de outras munícipes. Em uma postagem datada do último dia 13, um internauta relata que encontrou no PA Infantil paredes com infiltrações, fios desencapados, salas de manipulação de medicamento sem ar e ventilação.
“Cadê a vigilância sanitária que não notifica a prefeitura? Por que em comércio eles exigem tanto e em um local daqueles que trata da saúde de milhares de crianças eles não visitam?”, questiona o homem.
Outro lado
Por nota, a Prefeitura de Rondonópolis nega que as funcionárias estivessem fazendo compras, como as imagens do vídeo sugerem. “Informamos que no momento da gravação, os funcionários da unidade não estavam escolhendo ou comprando roupas, mas, sim, avaliando peças de uniforme que serão confeccionadas para uso da equipe de funcionários.”
A prefeitura ainda cita que o autor do vídeo se exaltou e que foi preciso chamar a Polícia Militar para pacificar a situação.