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Pacientes em macas, colchões e em cadeiras ficam no corredor do Hospital Regional de Sorriso
Superlotação tem deixado as pessoas em situações desconfortáveis; profissionais se desdobram
A superlotação no Hospital Regional de Sorriso (HRS) tem sido recorrente, mas nesta sexta-feira (26) a situação está ainda mais agravante, segundo denúncias recebidas pelo Portal Sorriso. Hoje há ainda mais pacientes em macas improvisadas, em colchões ou em cadeiras nos corredores esperando ou recebendo atendimento.
Segundo uma fonte que preferiu não se identificar, há dezenas de pacientes pelos corredores. Há pessoas que vêm recebendo medicação deitados em colchões. “O hospital está sempre lotado e hoje está ainda mais. Mas não podemos negar atendimento e, por isso, nos desdobramos para atendermos a todos mesmo que os pacientes estejam sentados para receberem medicações nas cadeiras. Há pacientes no corredor deitado no colchão porque não há camas suficientes e há alguns remédios que causam tontura”.
A demanda no HRS tem sido maior que a estrutura para receber os usuários do Sistema Único de Saúde de Sorriso e região. “A gente explica que a situação é desconfortável, mas seria pior se a gente negasse atendimento. Todos os funcionários são verdadeiros heróis anônimos, mesmo sendo desvalorizados”, lamentou.
O hospital,que atende pacientes de 15 cidades, é administrado pelo Governo do Estado, que ainda não se pronunciou sobre o assunto.
A diretoria do Hospital Regional de Sorriso foi procurada e confirmou que a unidade médica está com muita gente, mas não informou o quantitativo de pacientes.
Conforme o Portal Sorriso noticiou, em visita ao Hospital Regional de Sorriso, em fevereiro deste ano, o secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, anunciou a autorização para que seja realizado – em data a ser definida – um processo seletivo para contratação de cerca de 40 profissionais com perfis prioritários, como enfermeiros e auxiliares de enfermagem.
Porém, ele não deu prazo para investimento em reforma e ampliação e frisou que a prioridade é sanar os débitos junto aos prestadores de serviço e fornecedores em curto e médio prazos.
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