Ocorrências de incêndios em Sorriso ainda não demandaram uso de aeronave
Segundo comandante, ainda não houve necessidade de engajamento do Grupo de Aviação
Foi inaugurada, em fevereiro deste ano, a Base de Combate a Incêndio Florestal, construída no aeroporto Adolino Bedin, em Sorriso, onde há à disposição um avião de combate a incêndio. Desde então, as ocorrências registradas em Sorriso têm sido de menor proporção e não houve necessidade de engajamento do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM).
O Grupo do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso executa um sistema de prevenção, controle e combate a incêndios florestais. Ontem, a 10ª Companhia Independente Bombeiro Militar (CIBM) precisou controlar por duas vezes seguidas um incêndio que atingiu 50 mil metros quadrados na Zona Leste de Sorriso. Porém, segundo os bombeiros, não foi devido à proporção do incêndio.
De acordo com os moradores, o fogo começou com crianças brincando no local. O trabalho dos bombeiros foi finalizado com êxito. Porém, moradores acionaram novamente os militares porque algumas pessoas atearam fogo novamente no mesmo local.
Questionado sobre o motivo de a aeronave da Base de Combate a Incêndio não ter sido utilizada em Sorriso, como na ocorrência de ontem, por exemplo, o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), o tenente-coronel BM Dércio Santos da Silva, explicou que a análise operacional feita no local pela 10ª CIBM classificou o incêndio como nível 1.
O engajamento do Grupo de Aviação se dá principalmente quando os recursos de resposta dos níveis 1 e 2 foram insuficientes para proporcionar combate efetivo ao incêndio. Desse modo, segundo Dércio Silva, a aeronave só é utilizada quando não são suficientes os recursos terrestres. Também são avaliados a logística de abastecimento e tempo-resposta.
As aeronaves do GAvBM são do modelo Air Tractor 802F, equipadas com tanques de água especialmente adaptadas para o combate a incêndios florestais e urbanos. Esses veículos só são utilizados após parâmetros técnicos indicaram a necessidade.
O piloto capacitado para operar a aeronave em Sorriso fica sediado em Cuiabá, onde executa outras atribuições. O tenente-coronel explicou que, por esse motivo, não é viável manter o profissional fixo na Capital do Agronegócio, já que, em caso de necessidade, ele pode fazer deslocamento aéreo para Sorriso em 1 hora.
“No período crítico, como na colheita de milho, o piloto do grupo de Aviação bombeiros esteve no município. Mas é importante ressaltar que temos uma área gigantesca para proteger. São 903 mil quilômetros quadrados no estado. E já tivemos dois grandes incêndios em que utilizamos a aeronave, como na Serra de Santa Bárbara, na região de Pontes e Lacerda, e na Nascente do Rio Paraguai”.
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