GAFFFF Sorriso começa dia 23 e reunirá governadores de todo o Brasil
Ministro proíbe casal Lesco de manter contato
O advogado Stalyn Paniago afirmou que a decisão do ministro deve ser "apenas um equívoco"
Ao revogar as prisões do casal Evandro e Helen Christy Lesco (ele coronel da Polícia Militar e ex-chefe da Casa Militar e ela personal trainer), o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell proibiu os dois de manter contato com os demais investigados no escândalo das interceptações telefônicas ilegais, inclusive entre eles mesmos, que são casados.
O advogado do casal, Stalyn Paniago, afirmou que a decisão do ministro em separar marido e mulher deve ser "apenas um equívoco, que deve ser sanado nos próximos dias, após o feriado prolongado". No entanto, na decisão, Mauro Campbell deixou expressamente explicado e ainda destacou entre parênteses a parte em que proíbe os investigados de manterem contato.
Ao fundamentar sua decisão, o ministro apontou que ambos os réus têm proximidade com o governador Pedro Taques (PSDB), que também é investigado. “Tendo em vista sua proximidade com o Governador Pedro Taques e, principalmente, com o Investigado Evandro Alexandre Ferraz Lesco, que possivelmente teria exercido relevante papel para a consecução dos crimes investigados, decreto a proibição de que tenha acesso às repartições públicas ou mantenha qualquer contato, ainda que por meio de prepostos ou qualquer outra forma indireta, com os demais investigados”, disse o ministro ao proferir as medidas cautelares impostas a Helen.
Eles estavam presos desde o dia 27 de setembro, quando foi deflagrada a operação Esdras, que apurava obstrução de justiça, ou seja, tentativas do grupo criminoso em atrapalhar as investigações sobre os grampos ilegais.
Na trama para tentar filmar o desembargador do Tribunal de Justiça Orlando Perri em alguma situação comprometedora para, posteriormente, buscar sua suspeição, Helen e Evandro teriam agido diretamente na coação do escrivão do inquérito policial militar (IPM) relativo ao caso, o tenente-coronel José Henrique Costa Soares.
Mais cautelares
Além da proibição de manterem contato com os demais investigados, todos os alvos da operação Esdras que foram soltos nesta terça-feira também estão proibidos de deixar a cidade e terão que entregar seus passaportes na 9ª Vara Federal de Cuiabá, local em que deverão comparecer quinzenalmente para prestar contas de suas atividades.
Os militares e civis também serão submetidos ao recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga, segundo o magistrado, para evitar que interfiram nas investigações ou mantenham contato entre si.
Todos eles – o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, o ex-secretário de Segurança Pública Rogers Jarbas, o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos e coronel Airton Siqueira, o major Michel Ferronato e o casal Lesco - também estão proibidos de ter acesso às repartições públicas e de manter contato com os agentes políticos e servidores do Poder Executivo estadual. Isso porque quase todos chegaram a exercer cargos de confiança no governo.