GAFFFF Sorriso começa dia 23 e reunirá governadores de todo o Brasil
Ministro do Trabalho pede demissão, diz Palácio do Planalto
Ministro ficou conhecido também pela portaria que mudou regras de fiscalização do trabalho escravo
ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, pediu demissão de seu cargo nesta quarta-feira (27). A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto.
Durante sua gestão, o emprego formal voltou a crescer em 2017, após anos de queda, fruto do processo de reaquecimento da economia brasileira - que também começou a reagir neste ano.
O ministro também ficou conhecido por alterar as regras de fiscalização do trabalho escravo no Brasil, o que lhe rendeu críticas por parte da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que manifestou "preocupação" pelas mudanças.
A principal crítica à portaria foi ao fato de ela excluir, entre os critérios para caracterizar trabalho análogo à escravidão, a manutenção de trabalhadores sob condições degradantes, a jornada exaustiva e trabalhos forçados.
O texto passou a classificar como trabalho escravo as situações em que o trabalhador é privado de liberdade, seja por submissão sob ameaça de punição, de segurança armada, retenção de documentos ou por dívida.
Antes de ser nomeado para comandar o Ministério do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB-RS) estava em seu segundo mandato como deputado federal no Congresso Nacional. Ele é filiado ao PTB desde 1992, quando deu início à carreira política no interior do Rio Grande do Sul.
Nogueira teve o nome indicado ao Ministério do Trabalho pelo presidente do partido, Roberto Jefferson (RJ), e pelo líder da bancada na Câmara, Jovair Arantes (GO). Nogueira é pastor da Assembleia de Deus e integra a bancada evangélica em Brasília.