Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é internado em Brasília
Informação foi apurada com 3 servidores do Hospital das Forças Armadas
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está internado no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, desde a noite dessa terça-feira (27). Segundo boletim médico repassado a jornalistas pela assessoria do ministério, Salles foi admitido na emergência do hospital devido a um "mal-estar".
Ainda de acordo com as informações médicas, Salles "encontrava-se assintomático" ao dar entrada na unidade. Ainda assim, os médicos optaram por manter o ministro internado "para realização de exames de rotina". Durante a noite, Salles apresentou melhora e, no momento, seu quadro clínico é considerado estável.
Os compromissos oficiais que o ministro tinha agendados ao longo do dia foram cancelados. A equipe médica do HFA divulgará novo boletim as 16h de hoje.
Ricardo Salles tem 44 anos e está à frente das pasta desde o início de janeiro.
Amazônia
O ministro do Meio Ambiente tem estado em evidência nos últimos dias por causa das queimadas na Amazônia.
Entre janeiro e agosto, as queimadas na floresta aumentaram 82% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O órgão também constatou que, nos primeiros 21 dias de agosto, os focos de queimadas na região superaram a média para o mês dos últimos 21 anos
Na segunda-feira (26), Salles criticou gestões anteriores e disse que fiscalização não resolve a questão do desmatamento e das queimadas na Amazônia.
“Ah, tem que fiscalizar? Bom, mas são 5 milhões de km². Não é como fiscalizar uma praça. É uma área gigantesca. A gente vê o tema da imigração ilegal. A turma não consegue fiscalizar nem a fronteira ali. Quiçá fiscalizar de maneira eficiente um território tão grande. Precisa fazer operação de controle como o governo está fazendo? Sim. Mas só isso vai resolver? Me parece que não.”
Também na segunda, Salles afirmou que a decisão da cúpula do G7 em ajudar os países atingidos pelas queimadas da Amazônia é "sempre bem-vinda". Mais tarde, porém, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o governo rejeitaria a ajuda financeira. No dia seguinte, o presidente Jair Bolsonaro disse que o francês Emmanuel Macron terá de "retirar insultos" contra ele e contra o Brasil antes de considerar aceitar a ajuda.