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Mendes se reúne com Banco Mundial para renegociar dívida dolarizada
A previsão da nova gestão é que a dívida seja comprada pelo banco internacional antes de setembro de 2019
O governador eleito Mauro Mendes (DEM) e sua futura equipe econômica já se reuniram com representantes do Banco Mundial para tentar renegociar a dívida dolarizada junto ao bank of América. A previsão da nova gestão é que a dívida seja comprada pelo banco internacional antes de setembro de 2019.
A informação é do secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo, que continuará no comando da Pasta em 2019. "É um projeto que deve continuar, nós vamos continuar o que se iniciou na gestão do governador Pedro Taques".
"A sinalização é que nós vamos conseguir renegociar, não na parcela de março, porque tem que ser aprovado pela Secretaria e Procuradoria do Tesouro Nacional, e o Senado, então não dará tempo. Mas o nosso trabalho e esforço é que na parcela de setembro de 2019, a gente já consiga estar com essa dívida renegociada com o Banco Mundial, que a gente já deixe de pagar o Bank of America, e paguemos o banco Mundical em condições melhores, porque terá um alongamento da dívida e a diminuição do juros", completou.
A negociação com o Banco Mundial se iniciou em março deste ano, quando o Estado apresentou as medidas de ajuste fiscal adotadas (entre elas, a aprovação do Teto de Gastos), tendo recebido um sinal positivo da instituição financeira para iniciar as tratativas de um acordo.
Atualmente o Estado deve cerca de US$ 360 milhões. A proposta do Banco Mundial é comprar esse débito e estender o prazo de pagamento por 30 anos, estabelecendo parcelar mensais a uma taxa de 1,5% ao ano.
O negócio com o Bank of America foi firmado ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa. Na época, a instituição comprou parte da dívida do Estado com a União, o que teria aumentado a capacidade de endividamento de Mato Grosso, possibilitando a execução de obras, em especial as voltadas para a Copa do Mundo de 2014.
A atual gestão, no entanto, afirma que a transação se tornou prejudicial porque não contou com uma espécie de seguro que estabilizaria o valor da moeda estrangeira.
Com isso, o governo assumiu o risco da variação cambial. Agora, com a crise e o dólarbeirando os R$ 4, a tendência é que o Estado desembolse R$ 30 milhões a mais que o inicialmente previsto quando for pagar a próxima parcela, em março de 2019.