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Membros da FMC cogitaram mudar para grupo de Arcanjo, diz juiz
Investigados citam "sangria desatada" de Frederico Müller e disseram ter medo da falência da suposta organização
Com medo da falência da suposta organização criminosa “FMC Ello”, que seria chefiada pelo empresário Frederico Muller Coutinho, alguns de seus integrantes cogitaram mudar para a organização rival, "Colibri", que teria como líderes João Arcanjo Ribeiro e o seu genro, Giovanni Zem Rodrigues.
O interesse foi descoberto em uma interceptação telefônica feito pela Polícia Civil durante as investigações que culminaram na Operação Mantus, deflagrada no último dia 29 de maio.
A ação levou a prisão de 33 pessoas envolvidas com lavagem de dinheiro e jogo do bicho em Mato Grosso, por determinação do juiz Jorge Luiz Tadeu, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Na decisão do juiz Jorge Tadeu, consta uma conversa entre Laender dos Santos Andrade e Edson Nobuo Ybumoto, apontados como membros da FMC Ello, onde relatam uma “sangria desatada" de Frederico em retirar dinheiro do caixa, o que poderia levar à falência da “empresa”.
Segundo eles, em apenas um mês, o empresário retirou R$ 150 mil da FMC Ello, deixando o caixa praticamente vazio para quitar os prêmios da jogatina.
Os integrantes afirmam no diálogo que a organização Colibri tinha "mais nome" do que a FMC Ello e que, com Arcanjo solto, o negócio começaria a "fluir".
Destacaram, ainda, que os salários eram melhores e pagos em dia, além de que os prêmios seriam "rigorosamente" quitados. Saiba mais.