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Mauro Savi e irmãos Taques pedem liberdade no STF após soltura de empresário
José Kobori foi solto na última sexta-feira (27) por determinação do Supremo Tribunal Federal
Após o ministro Dias Tofolli, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandar soltar o empresário José Kobori, réu na operação Bereré, na última sexta-feira (27), o deputado estadual Mauro Savi (DEM), o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques e o irmão dele, o advogado Pedro Jorge Taques - ambos primos do governador Pedro Taques (PSDB) – ingressaram com pedidos de extensão da liminar que beneficiou o ex-diretor da EIG Mercados.
Conforme busca processual, no site do STF, duas das petições foram protocoladas logo após José Kobori conseguir a liberdade, ainda na sexta-feira (27). O terceiro pedido aportou aos autos na tarde de sábado (28).
Eles também são réus na mesma operação, que apura esquema de propina paga pela concessionária do serviço de registro de contratos de financiamentos de veículos em Mato Grosso, no âmbito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT). Atualmente, o contrato está sob intervenção.
Todos foram presos no dia 9 de maio, quando foi deflagrada a operação Bônus (segunda fase da Bereré), pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). Os réus que permanecem presos encontram-se no Centro de Custódia da Capital (CCC). Também está preso no mesmo processo o empresário Roque Anildo Reinheimer, que na última semana teve pedido de liberdade negado pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Na ocasião, todos os demais presos também receberam a mesma negativa.
Ao todo, 58 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) por suposto envolvimento na organização criminosa que operava um esquema de propina no Detran por meio de contratos com a empresa EIG Mercados, que teve início em 2009, ainda na gestão do ex-governador Blairo Maggi (PP) e atravessou os demais governos até chegar na atual administração.
Dentre os acusados estão 7 deputados estaduais, o ex-governador Silval Barbosa, seu chefe de gabinete, Sílvio Cézar Corrêa Araújo, o ex-deputado federal Pedro Henry, o ex-secretário chefe da Casa Civil, Paulo Taques e o ex-presidente do Detran, Teodoro Moreira Lopes, o Dóia, que também é colaborador.
De acordo com o MPE, o esquema girou em torno da contratação da EIG Mercados pelo Detran, em 2009. Na ocasião, para obter êxito na contratação, a empresa se comprometeu a repassar parte dos valores recebidos com os contratos para pagamento de campanhas eleitorais. Estima-se, que foram pagos cerca de R$ 30 milhões em propinas.