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Mais da metade dos alunos em MT tem leitura e matemática consideradas insuficientes
Os números são da Avaliação Nacional de Alfabetização
Balanço parcial divulgado pelo Ministério da Educação aponta que em Mato Grosso, mais da metade dos alunos do ensino fundamental tiveram a leitura e aprendizagem de matemática considerada insuficiente. Os números são da Avaliação Nacional de Alfabetização 2016. Dela participaram alunos com até oito anos.
O levantamento aponta que em Mato Grosso 53,31% dos alunos foi considerado com nível insuficiente de leitura, 46,69% foram considerados suficientes. Quanta à escrita, os níveis de Mato Grosso são melhores, 71,97% dos alunos têm níveis adequados de leitura, 28,03 têm a leitura considerada insuficiente. Em matemática , 53,75% têm níveis considerados insuficientes para a matemática, e 46,25 têm ensino adequado.
O Estado que apresentou mais níveis insuficientes de leitura foi o Amapá com 79,40%. Os melhores índices ficaram no Estado de Minas Gerais com 62,35%. Em 2016, cerca de 34 % dos estudantes brasileiros apresentaram proficiência insuficiente na escrita. Nos Estados do Paraná e São Paulo o nível de escrita é um dos melhores, 85,63% e 82,90% foram considerados suficientes. O Estado do Pará teve 59,92% considerados insuficientes. Para matemática o Estado que fica com nível mais adequado é o de Santa Catarina, que alcançou percentual de 62,18. Já o Estado que mais apresentou número insuficiente para matemática foi Amapá com 80,54%.
Em todo o país metade dos alunos do 3° ano do ensino fundamental tem nível de leitura e matemática considerado insuficientes, segundo a Avaliação Nacional da Alfabetização. Comparando com a última avaliação em 2014 os números estão estagnados. Mais de dois milhões de crianças em 48 mil escolas participaram da avaliação. Quase 90% dos estudantes avaliados possuíam oito anos ou mais no momento da aplicação dos instrumentos, em novembro de 2016.
Realizada entre os dias 14 e 25 de novembro de 2016, essa é a terceira edição da avaliação. Os resultados da ANA revelam que 45,2% dos estudantes avaliados obtiveram níveis satisfatórios em Leitura, com desempenho nos níveis 3 e 4. Em 2014, esse percentual era de 43,8%. Mas a maioria dos estudantes ainda permanece nos níveis indesejáveis. Em 2016, 54,7% dos estudantes estão nos níveis 1 e 2. Em 2014, eram 56,1%. Os resultados revelam ainda que parte considerável dos estudantes, mesmo havendo passado por três anos de escolarização, apresentam níveis de proficiência insuficientes para a idade.
Na avaliação de Escrita, os resultados de 2016 revelam 66,15% dos estudantes nos níveis 4 e 5. Com isso, 33,95% dos estudantes ainda estão nos níveis insuficientes: 1, 2 e 3. Em Matemática, a porcentagem de estudantes nos níveis 3 e 4 ficou em 45,5% em 2016. E, mais da metade dos estudantes brasileiros, 54,4%, ainda está abaixo do desempenho desejável. Ou seja, figuram nos níveis 1 e 2.