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Mãe de médico pode ter participação em morte e está foragida
Segundo o delegado Felipe Santoro, ela também é medica e teve o registro cassado pelo CRM do Rio
A mãe do médico Denis Furtado, indiciado por homicídio doloso pela morte da mato-grossense Lilian Calixto, pode ter participado do procedimento estético fatal.
Ela também é médica e teve o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro. A informação é do delegado Felipe Santoro, da 16ª Delegacia de Polícia Civil, na Barra da Tijuca.
Segundo ele, há indícios de que a mãe, que também está foragida, atuava ilegalmente com o filho, participando dos procedimentos estéticos ilegais.
Ela pode, inclusive, ter participação na morte de Lilian, de 46 anos, ocorrida na madruga de domingo (15). Mãe e filho estão com prisão temporária (de 30 dias) decretada pela Justiça.
"Apesar de ter o CRM cassado, foram encontradas várias receitas de medicamentos controlados e carimbos com o nome dela no local do procedimento", disse Santoro.
Ele revelou ao MidiaNews que acompanhou a perícia feita no apartamento de cobertura de Denis, no condomínio Santa Mônica, na Barra, que servia como uma "clínica clandestina".
"Não há no local nenhuma estrutura minimamente adequada para a realização de procedimentos estéticos ou cirúrgicos. Haviam duas macas no apartamento, muitos medicamentos, inclusive mal armazenados, juntamente com alimentos, de modo completamente anti-higiênico", disse o delegado.
Ele contou que foram encontrados no apartamento vários remédios e embalagens, inclusive do PMMA (polimetilmetacrilato), um polímero, ou fibra sintética, em forma de gel, usado para o preenchimento dos glúteos da vítima.
"Mas a maior quantidade de PMMA foi apreendida no interior de um veículo que estava no estacionamento do condomínio, provavelmente para tentar despistar a polícia", disse Felipe Santoro.
Associação para o crime
Segundo ele, mãe e filho, que foram indiciados por homicídio doloso qualificado e associação para o crime, utilizavam o apartamento para os procedimentos, já que não poderiam atuar no Rio sem o registro no CRM.
"Nenhum hospital ou clínica aceitariam os dois, que na verdade se uniam para praticar crimes. Por isso, eles usavam o local clandestino, onde passavam temporadas, atraindo grande concentração de mulheres em determinados dias da semana", afirmou Santoro. Saiba mais.