Mãe de bebê que morreu após acidente em carrinho em Sinop lamenta a perda
'Foram poucos dias com ela', disse Franciele de Oliveira Viana
Mãe da bebê Alice Vitória Viana da Silva, de dois meses, que morreu no último domingo (18) após sufocar com o cinto de segurança do carrinho, Franciele de Oliveira Viana lamenta o pouco tempo que passou ao lado da filha.
"Eu não passei muitos dias com a minha filha", disse. Alice estava no quarto na companhia da irmã, também criança, quando escorregou no carrinho em que estava e ficou presa pelo cinto de segurança, na região do pescoço. A mãe conta que foi à cozinha preparar a madeira da outra filha e que, quando voltou ao quarto, já encontrou a filha desacordada.
"Quando cheguei lá, ela estava com o corpo fora do carrinho e com a cabeça para dentro. Eu a tirei rápido, corri e liguei para os bombeiros", afirmou.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a mãe relatou que a bebê não estava respirando e passou o endereço. Alice chegou a ser socorrida, reanimada e encaminhada com vida ao Hospital Regional de Sinop, mas morreu 6 horas depois, após sofrer duas paradas cardíacas.
Franciele contou que, quando visitou a filha no hospital, foi informada pelos médicos de que o quadro de saúde dela era estável, mas que havia necessidade de interná-la em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica, que o hospital não possui.
"Eles disseram que estavam tentando uma UTI em Sorriso ou em Cuiabá. A Alice não foi a primeira criança que morreu por causa de uma UTI. Sempre tem criança morrendo por falta de UTI em Sinop", lamentou a mãe.
Em nota, o hospital afirmou que a bebê deu entrada no pronto-socorro com parada cardiorrespiratória por asfixia e os sinais vitais dela foram retomados após manobras de reanimação por 20 minutos por parte da equipe médica. A menina foi colocada em um leito comum de UTI e, seis horas depois, sofreu uma nova parada cardíaca e não resistiu.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) afirmou, também por meio de nota, que as únicas UTIs pediátricas disponíveis na região estão em Lucas do Rio Verde, a 360 km da capital, mas estavam ocupadas.
"Nesse caso, foi acionada a Regulação de Urgência e Emergência em Cuiabá a qual verificou que, no momento, não havia vaga de UTI pediátrica na rede estadual. Mais tarde, quando a regulação entrou em contato para atualizar o quadro da criança, foi informada que havia ocorrido o óbito", afirmou a pasta.