Suspeito investigado por quatro crimes violentos em Sorriso é capturado escondido debaixo de cama
Mãe critica ausência de tenente em oitiva: “Covardes se escondem”
Jane Claro disse que tenente dos Bombeiros acusada de matar seu filho “não tem coragem”
Jane Claro, mãe do soldado bombeiro Rodrigo Claro, que morreu durante um treinamento da corporação, em novembro de 2016, criticou a ausência da tenente Izadora Ledur na audiência da ação que acusa a oficial de ser a maior responsável pela morte de Rodrigo. A audiência está marcada para ocorrer na tarde desta sexta-feira (26), ocasião em que o juiz Marcos Faleiros, da Vara Contra o Crime Organizado, deverá ouvir oito testemunhas.
“Os covardes sempre se escondem. Eles não têm coragem de mostrar a cara”, disse a mãe do aluno. Além de Izadora Ledur, são réus da ação outros bombeiros: Marcelo Augusto Revéles Carvalho, Thales Emmanuel da Silva Pereira, Diones Nunes Sirqueira, Francisco Alves de Barros e Enéas de Oliveira Xavier.
De acordo com Jane Claro, o maior objetivo da família é evitar que os acusados façam outras vítimas caso fiquem impunes. “A gente sabe que nada que acontecer vai trazer o nosso Rodrigo de volta. Infelizmente essa certeza nós temos. Vamos tentar fazer com que os absurdos que ocorreu com o nosso Rodrigo não ocorra com outros jovens. Que outras famílias não sejam destruídas como a nossa vem sendo, torturada todos os dias por esse processo”.
Rodrigo Claro morreu no dia 15 de novembro de 2016, após supostamente passar por uma sessão de afogamento, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. Ele chegou a ser levado para o Hospital Jardim Cuiabá, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por cinco dias.
Em depoimento, colegas de curso de Rodrigo informaram que ele vinha sendo submetido a diversos "caldos", e que chegou a reclamar de dores de cabeça e exaustão.
Ainda assim, ele teria sido obrigado a continuar na aula pela tenente, que na época era responsável pelos treinamentos dos novos soldados da corporação. A tenente foi afastada da corporação logo após a morte de Rodrigo.
Na época, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Júlio Cézar Rodrigues, disse que essa não era a primeira vez que a ofiial era investigada por cometer excessos nos treinamentos.
Na primeira vez, ela foi acusada - em uma denúncia anônima ao Ministério Público Estadual (MPE) - de fazer pressão psicológica em alunos, durante os treinos do 15º Curso de Formação dos Bombeiros.