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Justiça retira tornozeleira de PMs, que podem voltar ao trabalho
Eles continuam proibidos, no entanto, de se ausentar de Cuiabá sem aviso prévio ao juízo
A Justiça Militar decidiu, nesta sexta-feira (14), revogar parte das medidas cautelares impostas ao ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, os coronéis Evandro Lesco e Ronelson Barros e o cabo Gerson Correa.
Eles são réus da ação penal que apura um susposto esquema de grampos operado em Mato Grosso.
A decisão foi tomada pelo juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Militar do Fórum de Cuiabá, e acompanhada pelo Conselho de Sentença, formado por quatro coronéis.
De acordo com a decisão, as medidas cautelas revogadas foram: uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e finais de semana, comparecimento mensal em juízo, além das proibições de adentrar em repartições públicas. Com isso, conforme a decisão, eles poderão voltar ao trabalho normalmente na Polícia Militar.
No caso do cabo Gerson, em específico, também foi revogada a medida que o obrigava a dormir em batalhão.
Todos continuam proibidos, porém, de se ausentar da Grande Cuiabá sem a autorização judicial e deverão comparecer a todos os atos do processo aos quais forem convocados.
"Grampolândia"
O caso dos grampos veio a público em maio do ano passado. Os grampos clandestinos militares tinham a finalidade de espionagem política, escuta de advogados no exercício de sua função, jornalistas, desembargadores, deputados e médicos. Estima-se que foram grampeados ilegalmente entre 80 e 1000 terminais. Saiba mais.