Justiça concede liberdade provisória a investigadores suspeitos de tortura
Investigadores e delegado que atuam em Colniza estavam presos
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do desembargador Luiz Ferreira da Silva, concedeu liberdade provisória aos investigadores Woshington Kester Vieira e Ricardo Sanches. Eles estavam presos desde a última terça-feira (16), por suspeita de torturar adolescentes em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá.
Além deles, foi concedida liberdade ao delegado Edison Ricardo Pickque também estava preso sob a mesma suspeita.
Os advogados dos investigadores argumentaram que a prisão foi desnecessária, uma vez que os detidos não oferecem risco. Além disso, foram presos com base em depoimentos contraditórios.
A defesa alegou ainda que uma das supostas vítimas já teria forjado uma tortura em outra ocasião.
Com base nos argumentos da defesa, o desembargador concedeu parecer favorável ao pedido liberdade impetrado pelos advogados.
“a custódia dos pacientes, neste momento processual, é medida desproporcional e desnecessária”, diz trecho da decisão.
No entanto, os investigadores terão que cumprir medidas cautelares como informar a Justiça em caso de mudança de endereço, não frequentar a delegacia de Colniza e manter contato com as supostas vítimas.
O caso
Os investigadores foram presos na última terça-feira (16), durante a Operação 'Cruciatus' por suspeita de cometerem o crime de tortura contra três adolescentes em Colniza, cidade a 1.065 km de Cuiabá.
A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE).