Dados revelam que tarde "vazia" motivou novo horário na Prefeitura de Sorriso
Júri é adiado pela 3ª vez e família se revolta: 'Sensação de injustiça'
Júri foi suspenso pela Justiça no último dia 18 e deve ocorrer só em 2016
O júri popular dos três acusados de assassinar e esconder o corpo da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 17 anos, em Cuiabá, em dezembro de 2011, deve ocorrer apenas em 2016. O julgamento foi adiado por três vezes nos últimos meses e estava agendado para ocorrer na próxima quinta-feira (26), mas foi suspenso no último dia 18 pela Justiça com base em um pedido feito pela defesa dos réus.
Pelo crime, será julgado o empresário Rogério da Silva Amorim, de 41 anos, apontado como o mandante do crime e que, à época, era namorado de Maiana; o vigilante Paulo Ferreira Martins, de 43 anos, que teria sido contratado para executar a adolescente e Carlos Alexandre da Silva, supostamente contratado por Paulo para auxiliar no assassinato,
Ao G1, tanto o advogado de defesa do empresário, André Stumpf Jacob Gonçalves, quanto o irmão da vítima, Danilo Mariano Vilela, afirmaram que, diante da última liminar e da proximidade do recesso de fim de ano, o caso deverá ter um desfecho apenas em 2016. O júri já havia sido agendado para os dias 24 de setembro, 5 de outubro e 9 de novembro, mas foi adiado, pela primeira vez, a pedido do antigo advogado do empresário e, em seguida, pela decisão da defesa do réu de abandonar o caso.
Dessa vez, o júri foi suspenso por decisão assinada pelo desembargador Luiz Ferreira da Silva, que acatou ao pedido da defesa pela espera do julgamento do mérito de um recurso especial impetrado junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que pede revisão da sentença de pronúncia do trio de acusados. A defesa também pede pelo desaforamento do júri [transferência para outra comarca], alegando que “o caso vertente provocou e provoca grande clamor social perante a sociedade cuiabana e baixada que compromete a imparcialidade do júri”.
“Eu entrei com o pedido de desaforamento porque ele [Rogério] já está praticamente julgado e condenado aqui [em Cuiabá] pela sociedade. Sem contar que, se o júri for realizado e o STJ acatar o pedido da defesa e anular a sentença de pronúncia, o julgamento seria anulado e nós teríamos que realizar um novo júri popular. Agora, eu acredito que o STJ deve julgar o mérito do pedido apenas no ano que vem. Em 2016, esse caso deve ser finalmente desenrolado”, disse o advogado André Gonçalves.