Júri condena membro do Comando Vermelho por matar rival
O homem foi preso em 2018, na Operação Segregare, e está detido na Penitenciária Central do Estado
Eduardo da Silva Gonçalves foi condenado a 14 anos de prisão por ter matado o rival Marcos Sérgio Scandiani de Paulo para quem devia dinheiro. Durante o júri popular presidido pela juíza Mônica Catarina Perri, titular do Tribunal do Júri, o homem disse que agiu em legítima defesa.
Na ação, consta que o réu matou a vítima porque ela estava cobrando o pagamento de dinheiro que emprestou ao acusado. Irritado com a cobrança, Eduardo passou a ameaçar a vítima.
Na investigação consta “que o denunciado se trata de uma pessoa muito violenta, não tem medo da polícia e diz pertencer ao Comando Vermelho”.
Segundo o processo, o crime aconteceu no feriado de 12 de outubro de 2017, na casa da vítima. O acusado foi ao local e chamou pela vítima, que saiu para atender o "visitante". Nesse momento, o acusado atirou 3 vezes contra o morador. Um dos tiros acertou o coração de Marcos Sérgio e causou sua morte.
Depois dos tiros, o homem se livrou da arma e fugiu. A mãe e o filho da vítima viram toda a cena, pois estavam todos sentados na varanda da casa. Dois meses antes do assassinato, a vítima tinha emprestado R$ 1 mil para o acusado e o cobrava o pagamento. Irritado com a cobrança, o réu passou a ameaçar, inclusive, o filho da vítima. “Avisa pro seu pai, aquele gordo, que vou matar ele!”, teria sido em uma das vezes.
As ameaças foram frequentes até o dia em que cumpriu o prometido. O homem foi preso em 2018, na Operação Segregare, e está detido na Penitenciária Central do Estado (PCE) até então.
Ele reponde também por tentativa de homicídio contra agentes penitenciários, roubo, latrocínio e violência doméstica.