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Júlio: DEM deve lançar candidato ao Senado se Selma for cassada
Ex-governador diz que partido pode não apoiar eventual candidatura de Carlos Fávaro
O ex-governador Júlio Campos afirmou que o Democratas (DEM) deverá lançar um candidato ao Senado caso haja uma eleição suplementar em uma eventual cassação da senadora Selma Arruda (PSL).
Eleita em outubro passado, a senadora teve o mandato cassado por decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), que ainda determinou realização de novas eleições no Estado. O caso ainda será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“A direção nacional do partido já sinalizou que o DEM mande para Brasília o nosso segundo senador da bancada, para fazer parceria com Jaime Campos. Então, a preferência maior será no sentido de ter um candidato próprio, filiado ao DEM, para compor a bancada”, disse ele em conversa com a imprensa.
“Somos seis senadores em Brasília. Se chegar mais um do DEM, serão sete. Já melhora nosso quadro de representantes. Então, acredito que a maioria do partido prefere candidato próprio”, afirmou.
Nos bastidores a expectativa era de que o DEM apoiasse o candidato derrotado Carlos Fávaro (PSD), que era da coligação do Democratas e que ficou em terceiro lugar, com pouco mais de 400 mil votos.
Júlio disse que Fávaro é um bom nome para a disputa, mas que a tendência na sigla é lançar candidato.
“O Fávaro é um bom nome, mas além dele, outros nomes qe estão sendo lembrados. É um assunto que só poderemos decidir após o TSE confirmar ou não a cassação do mandato da Selma Arruda”, disse.
Nomes do DEM
Júlio, inclusive, disse que tem sido citado por militantes do interior como um possível candidato do DEM. Além dele, o deputado estadual Eduardo Botelho também é cotado.
“O nome do deputado Botelho é bom para qualquer posição política, seja candidato a prefeito de Cuiabá, Várzea Grande ou a senador, se houver a cassação. É um dos nomes, mas o DEM tem outros valorosos nomes que poderão disputar. Meu próprio nome está sendo lembrado pelas bases do interior”, afirmou.
“Em política, você não pode dizer que não tem interesse. Político depende do momento. Não é minha pretensão neste instante, mas posso cumprir uma missão partidária”, completou.
Cassação
O Tribunal Regional de Mato Grosso cassou o mandato de Selma Arruda e de sua chapa por abuso do poder econômico e caixa 2 na campanha eleitoral de 2018.
A congressista continua no cargo até que o caso seja julgado em definitivo pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Os sete juízes eleitorais do TRE acataram os argumentos da acusação, que apontaram abuso do poder econômico e caixa 2 durante a campanha eleitoral.
Além da cassação e de nova eleição, os magistrados ainda determinaram a inelegibilidade de Selma e de seu suplente Gilberto Possamai por 8 anos.
A medida não se aplica a segunda suplente da chapa, Clerie Fabiana Mendes (PSL), pois, conforme o relator, não ficou comprovada sua participação nas irregularidades.