Juíza nega pedido do Gaeco e mantém Alan em prisão domiciliar
Empresário é réu acusado de participar de esquema de fraudes e propina na Secretaria de Estado de Educação
A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado em Cuiabá, decidiu manter o empresário Alan Malouf em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
Ele é réu na Operação Rêmora, do Ministério Público Estadual (MPE), e acusado de participar de esquemas de corrupção na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio de direcionamento de licitações e recebimentos de propina.
Após o empresário ter sido preso preventivamente, em 15 de dezembro do ano passado, e solto nove dias depois, por decisão da juíza Maria Rosi Meira Borba, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) entrou com pedido parra nova prisão.
Segundo a juíza Selma, o Gaeco não apresentou fatos novos que justificassem nova prisão em regime fechado. Segundo ela, Alan colaborou com a Justiça, ao admitir que foi beneficiado pelos esquemas - e indicar outros supostos participantes.
“Assim, analisando cuidadosamente os autos, após minucioso exame dos argumentos trazidos pelo Parquet, e da apresentação das contrarrazões recursais da defesa, entendo que a decisão objurgada deve ser mantida pelas razões e fundamentos jurídicos ali articulados, tendo em vista não existir nenhum fato novo ou modificativo que altere a atual situação do réu”, decidiu Selma.
Único preso
A juíza argumentou também que o ex-secretário de Educação Permínio Pinto, e o empresário Giovani Guizardi, também réus na Rêmora, confessaram participação nos esquemas criminosos e conseguiram o direito à prisão domiciliar, com a aplicação de medidas restritivas.
“Alan Malouf era o único que estava preso preventivamente, uma vez que os denunciados Permínio Pinto e Giovani Guizardi já tinham sido beneficiados com medidas cautelares diversas da prisão em razão de terem confessado suas respectivas participações nos delitos criminosos já mencionados”, afirmou Selma em sua decisão.
Nos bastidores, há comentários de que Alan Malouf estaria prestando informações ao Ministério Público Federal (MPF), relacionado à campanha eleitoral de 2014, quando colaborou na campanha do atual governador Pedro Taques (PSDB).